Um dia eu amei.

Um dia eu amei.

foto: mamanoel2010 uol

 

Um dia eu amei.

Ah! Amei profundamente,

meus sonhos, minha família, minha gente.

 

Amei o tempo, com se o amanhã não fosse existir mais.

Amei as pessoas como se todas fossem iguais.

Como se todas nos acolhessem em um abraço fraterno.

 

Ah!...

Como eu amei a vida.

 

O mundo parecia ser diferente.

As pessoas eram amáveis e sinceras.

O ar era puro e a natureza cantava e encantava nossos olhares.

 

Um dia eu amei.

Amei as palavras proferidas por todos.

Mesmo que elas fossem carregadas de repreensão.

 

O tempo passou,

e com ele talvez este amor puro.

As pessoas não são as mesmas,

o mundo não é mais o mesmo.

Minha vida não flutua nos sonhos,

não traz o cheiro da paz.

Não sinto o calor do amor.

 

Um dia eu amei imensamente,

e mal me lembro de seu gosto.

 

 

Ah! Se eu soubesse o que se perdeu,

talvez conseguisse plantar o amor novamente.

E ver as pessoas se abraçarem como se o hoje fosse único,

ouvir os pássaros cantarem a mesma melodia.

 

E sentir nos olhares das pessoas a sinceridade do amor.

Ver as casas dormirem de portas abertas e janelas semicerradas.

Ver o sorriso das crianças e seus tropeços nas ruas.

Ouvir serenatas de amor.

Mas o que é mesmo esta tal Serenata?

 

O tempo passou,

mas sei que um dia eu amei profundamente,

a vida, os amigos, o mundo sem diferenças e crenças.

Mas hoje tudo é lembrança,

tudo é saudade,

tudo é apenas...

Tudo, ou quem sabe?

O nada...

 

Um dia sinceramente amei,

ou acho que amei...

Não sei...

Pois o tempo passou e com ele o mundo já não é o mesmo.

 

Um dia acho que amei...

 

Leandro Campos Alves.

2015.

 

 
Número de páginas: 101 

Edição: 1(2016) 

Formato: Pocket 105x148 

Coloração: Preto e branco 

Acabamento: Brochura s/ orelha 

Tipo de papel: Offset 75g

 

 

 

 

 

 

 

 

www.clubedeautores.com.br/book/206358--Sonhos?topic=mensagens#.VwWSpPkrLIU

 

 Todos direitos estão reservados a autor  conforme artigo (Lei 9610/98).


 

Meus Poemas.

Peteca do Destino.

foto pixabay dominio publico         Peteca do Destino.         Quando te ganhei, esposei em meus lábios o sorriso. E da surpresa da vida, então chorei.   Alegria em ter-lhe em minhas mãos, logo o seu feltro abriu. O aroma de sua juventude exalou-se pelo...

As Mãos que Afagam, por Leandro Campos Alves.

As Mãos que Afagam.     São minhas aquelas mãos. As mãos que afagam o seu sono, que segura e protege seu tombo.   São minhas aquelas mãos. As mãos que apoiam seu caminho, que acalenta seu coração, que te dá o porto...

Torre de Babel, por Leandro Campos Alves.

Torre de Babel.       O vento é o nosso polinizador de vidas, o responsável por levar a vida, dar a vida, conduzir a vida.   E com o seu veludo e delicado aconchego, ele leva sementes e pedalas aos quatro cantos do mundo.    E hoje como vento, lembro-me dos...
<< 11 | 12 | 13 | 14 | 15