Suspeitos ligados a quadrilha de ataques a bancos e tráfico são presos em MG e SP

Suspeitos ligados a quadrilha de ataques a bancos e tráfico são presos em MG e SP

    Segundo o Ministério Público, organização criminosa estava envolvida com ataques a bancos de Cruzília (MG) em setembro de 2018.

Reprodução/EPTV 
Fonte: G1 / EPTV
 
 
O Ministério Público de Minas Gerais (MG) prendeu na manhã desta terça-feira (26) membros de uma organização criminosa ligada a ataques a agências bancárias e tráfico de drogas na região de Cruzília (MG). Foram cumpridos 47 mandados judiciais em três cidades do Sul de Minas e uma do interior de São Paulo. Ao todo, foram 27 pessoas presas.

Os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram cumpridos desde as 4h, com ajuda da Polícia Militar. Além de Cruzília, o Grupo de Atuação Especial do Crime Organizado (Gaeco) realizou as prisões em São Lourenço, São Tomé das Letras (MG), Varginha (MG) e São José dos Campos (SP).

Os materiais e os presos foram levados para a sede do Ministério Público de São Lourenço (MG). A operação foi chamada de "Erva Daninha", em alusão ao dano provocado pelos crimes na região.

Crimes

Segundo o promotor Leandro Pannain Rezende, as investigações do Gaeco começaram há cerca de 10 meses. “O Gaeco de Pouso Alegre realizou algumas investigações e nós constatamos que existia um grupo atuando em Cruzília e região”.

Conforme o promotor, a quadrilha está ligada aos ataques a bancos de Cruzília em setembro de 2018. Na época, dois bancos foram explodidos no Centro da cidade. Os assaltantes ainda deixaram um explosivo na rua do pelotão da Polícia Militar e jogaram artefatos de metal na pista, usados para furar pneus de veículos.

Ameaças

Durante as investigações, o MP conseguiu gravação de escutas telefônicas, que mostram os suspeitos ameaçando testemunhas ouvidas em audiências. "Os cabeças dessa organização determinavam que os subordinados fossem até as audiências realizadas no Fórum de Cruzília e permaneciam escutando o que as testemunhas e as vítimas falavam", explicou o promotor Leandro.

As testemunhas eram abordadas na porta do fórum, no final das audiências. "Elas eram ameaçadas para se retratarem. Eles ameaçavam levar as testemunhas ao 'tribunal do crime', ou seja, elas iam ser levadas à chefia da organização e executadas se não fizessem retratação".

O promotor ainda disse que foram registradas as presenças de membros da organização mais de uma vez no fórum. "Eles ficavam nos corredores do fórum como se tivessem esperando álguem. Na verdade, eles estavam captando conversas isoladas e a movimentação dos servidores, sobre mandados de prisão, denúncias feitas".

Participação de mulheres

Um fato apurado pelas investigações foi a participação de mulheres nos crimes. Seis delas foram presas na operação desta terça-feira. “Hoje, com a atual legislação, que foi modificada no final do ano passado, a mulher que tem filho menor e que não cometeu crime violento, quase que automaticamente tem direito a prisão domiciliar”.

Para o promotor, a quadrilha contava com ajuda de mulheres para evitar prisões de membros. “A não ser que desde pronto já se caracterize que é o crime organizado, o que nem sempre acontece”.
 
 
O Ministério Público de Minas Gerais (MG) prendeu na manhã desta terça-feira (26) membros de uma organização criminosa ligada a ataques a agências bancárias e tráfico de drogas na região de Cruzília (MG). Foram cumpridos 47 mandados judiciais em três cidades do Sul de Minas e uma do interior de São Paulo. Ao todo, foram 27 pessoas presas.

Os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram cumpridos desde as 4h, com ajuda da Polícia Militar. Além de Cruzília, o Grupo de Atuação Especial do Crime Organizado (Gaeco) realizou as prisões em São Lourenço, São Tomé das Letras (MG), Varginha (MG) e São José dos Campos (SP).

Os materiais e os presos foram levados para a sede do Ministério Público de São Lourenço (MG). A operação foi chamada de "Erva Daninha", em alusão ao dano provocado pelos crimes na região.

Crimes

Segundo o promotor Leandro Pannain Rezende, as investigações do Gaeco começaram há cerca de 10 meses. “O Gaeco de Pouso Alegre realizou algumas investigações e nós constatamos que existia um grupo atuando em Cruzília e região”.

Conforme o promotor, a quadrilha está ligada aos ataques a bancos de Cruzília em setembro de 2018. Na época, dois bancos foram explodidos no Centro da cidade. Os assaltantes ainda deixaram um explosivo na rua do pelotão da Polícia Militar e jogaram artefatos de metal na pista, usados para furar pneus de veículos.

Ameaças

Durante as investigações, o MP conseguiu gravação de escutas telefônicas, que mostram os suspeitos ameaçando testemunhas ouvidas em audiências. "Os cabeças dessa organização determinavam que os subordinados fossem até as audiências realizadas no Fórum de Cruzília e permaneciam escutando o que as testemunhas e as vítimas falavam", explicou o promotor Leandro.

As testemunhas eram abordadas na porta do fórum, no final das audiências. "Elas eram ameaçadas para se retratarem. Eles ameaçavam levar as testemunhas ao 'tribunal do crime', ou seja, elas iam ser levadas à chefia da organização e executadas se não fizessem retratação".

O promotor ainda disse que foram registradas as presenças de membros da organização mais de uma vez no fórum. "Eles ficavam nos corredores do fórum como se tivessem esperando álguem. Na verdade, eles estavam captando conversas isoladas e a movimentação dos servidores, sobre mandados de prisão, denúncias feitas".

Participação de mulheres

Um fato apurado pelas investigações foi a participação de mulheres nos crimes. Seis delas foram presas na operação desta terça-feira. “Hoje, com a atual legislação, que foi modificada no final do ano passado, a mulher que tem filho menor e que não cometeu crime violento, quase que automaticamente tem direito a prisão domiciliar”.

Para o promotor, a quadrilha contava com ajuda de mulheres para evitar prisões de membros. “A não ser que desde pronto já se caracterize que é o crime organizado, o que nem sempre acontece”.

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