Serial killers não são doentes

Serial killers não são doentes
 
"Serial Killers não são doentes", diz a pedagoga autora de livro.
 
       
     Simone Silva explica o que levou a traçar os perfis de 468 assassinos em série de todo o mundo.
 
 
PUBLICADO EM 28/11/14
portal o Tempo Cidades. 
 por CINTHIA RAMALHO  

 

 

        A pedagoga Simone Silva, 48, explica o que a levou a escrever um livro com o perfil de 468 serial killers em todo o mundo, incluindo mineiros como o maníaco de Contagem, na região metropolitana. Ela busca apoio para publicar a obra.

 

 

        Como a pesquisa foi desenvolvida?

        Para traçar o perfil dos personagens, usei alguns sites e publicações na mídia. Em relação a crimes e vitimologia – ramo da criminologia que estuda a personalidade das vítimas de crimes –, também usei como fontes livros de psicologia, biografias e trechos de entrevistas dos serial killers. Além disso, também conversei pessoalmente com o Marcos Antunes Trigueiro, o maníaco de Contagem, que está preso na Penitenciária Nelson Hungria, na mesma cidade.

 

        Quantos são os serial killers no mundo?

    No livro, apresento 468 perfis desses criminosos, mas existem muito mais, espalhados em vários países, a maior parte concentrada nos Estados Unidos.

        

        E no Brasil?

        No país, eu tracei o perfil de 150 personagens, residentes em Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio Grande do Norte, entre outros Estados. A maioria dos serial killers brasileiros estão no Rio Grande do Sul.

 

        Qual o perfil deles?

        O termo “serial killer” indica aquela pessoa, homem ou mulher, que comete crimes em série, que matou ao menos duas pessoas. Podemos dizer também que eles sofreram algum trauma, agressão ou dificuldade financeira, em algum momento da vida, principalmente na infância. Foram minimizados ou humilhados. O fato de matar pessoas faz com que eles se sintam superiores e mais fortes. Muitos são frios, calculistas e não costumam desenvolver empatia e amor. Eles cometem os crimes para satisfazer desejos ou necessidades extremamente pessoais. São pessoas completamente articuladas e que se portam muito bem em sociedade, gostam de mostrar que estão no domínio. Enquanto estão cometendo os crimes, não mostram arrependimento, mas, quando são pegos, demonstram remorso e também devoção a Deus.

 

            Existe uma idade para começar a matar?

        Não. Geralmente, a maioria dos serial killers adultos são homens com idades entre 20 e 40 anos. Crianças a partir de 7 anos matam outras crianças. No Brasil, ainda não foi descoberto nenhum tipo de caso com crianças.

 

        Podemos considerar uma doença?

        Não, mas um impulso ou distúrbio. Se fosse doença, o serial killer não teria condições de viver socialmente. Eles têm momentos de fúria e um lado selvagem muito forte dentro deles, mas não são pessoas com doenças mentais.

 

        Quais são os tipo de crimes mais comuns?

        Estrangulamentos, uma forma de o serial calar a vítima. Geralmente, os que cometem esse tipo de crime foram impedidos de falar ou silenciados em algum momento.

 

        Existe algum perfil para as vítimas?

        Os serial killers preferem matar mulheres, mas há os que matam apenas homens, como é o caso do Vampiro de Niterói (no Rio de Janeiro), que tomava o sangue das vítimas, mas não matava meninas, pois achava que elas eram fracas. Há dois grupos de serial killers – os organizados, que planejam os crimes com os mínimos detalhes e escolhem cada vítima; e os desorganizados, que não planejam a ação nem escolhem a vítima, mas matam porque têm oportunidade. 


        Como foi a entrevista com o maníaco de Contagem?

        Após conseguir as autorizações necessárias, fui à penitenciária e falei com ele por cerca de três horas, sobre a vida e a infância dele. Durante todo esse tempo, ele não se mostrou agressivo, mas uma pessoa inteligente, articulada e educada.

 

        O que falta para o livro se tornar realidade?

        Apoio para imprimir os exemplares. A previsão é que a publicação custe R$18 mil. Pretendo conseguir a verba por meio do apoio de empresas. 


        Qual a importância desta sua obra? 
        Os perfis que descrevo podem ajudar na identificação de novos criminosos e ainda no entendimento sobre a forma de atuação dos serial killers.

 

        Como ajudar?

        Contato. Quem se interessar no projeto e quiser ajudar pode entrar em contato com a pedagoga Simone Silva pelo e-mail simone.bete@hotmail.com. 


        Cronograma. A tiragem inicial do livro será de 500 exemplares. A pedagoga informou que pretende lançar a publicação na segunda quinzena de janeiro de 2015.

 

Fonte:Portal o Tempo Cidades.

Entrevista de Chintia Ramalho  

Link:www.otempo.com.br/cidades/serial-killers-n%C3%A3o-s%C3%A3o-doentes-diz-pedagoga-autora-de-livro-1.953799

 

 

        Observações:

        O livro com publicação independente me chamou muita atenção, depois de uma conversa com a autora, eu conheci um pouco mais de seu trabalho de pesquisa, e buscando fontes sobre o assunto, não poderia deixar passar sem as devidas referências esta entrevista feita conforme fontes citadas.

        Mesmo sendo uma entrevista antiga, o assunto é bem atual.

        Parabéns autora e a entrevistadora que conduziu muito bem seu trabalho.

Observações:

Leandro Campos Alves

junho de 2017

 

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