SarauSá - Tema Rio Paraíba do Sul

SarauSá - Tema Rio Paraíba do Sul

    SarauSá, um sarau idealizado e iniciado no Bairro da Martin de Sá e itinerante na Estância Balneária de Caraguatatuba e municípios do Litoral Norte e Sul, Vale do Paraíba (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais). 
    O SarauSá convida a um bate papo informal num encontro descontraído com a comunidade e para celebrar amizades, dialogar, conhecer, compartilhar saberes e fazeres como um modo de promover ações e o desenvolvimento cultural e artístico da cidade, buscando fomentar iniciativas de uma forma lúdica e dinâmica, de sensibilização e respeito ao outro nas suas diferenças e a dignidade humana. Visa a interculturalidade, com as culturas caiçaras, caipiras, ribeirinhas, ciganas e outras culturas tradicionais contribuindo para proteger toda e qualquer manifestação artística e cultural de diferentes expressões e segmentos como uma característica de construção e estreitamento de laços afetivos, transmitir e receber conhecimentos. 
    Realizaremos nossa VI Edição com o tema “Desafios do Rio Paraíba do Sul”. Nessa primeira fase do projeto estaremos nas cidades de Paraibuna, Jacareí/Santa Branca e Pindamonhangaba, pretendemos seguir por outras cidades ao longo do majestoso curso do rio (Estados São Paulo, Minas Gerais) até sua foz no Estado do Rio de Janeiro.
    Venho por meio desta solicitar a nobres confrades e confreiras, amigos (as) e poetas e poetisas, participação em nosso sarau nos honrando com envio de versos, poemas ou rimas com nosso tema ou ligados a preservação do Meio Ambiente (água, rio, mar) para serem expostos, declamados e recitados em nosso evento, e assim aproximar ainda mais a população das ações das Academias de Letras, Artes, Ciências e Cultura e seus respectivos acadêmicos (as).
    Certos de vossa atenção, agradecemos imensamente gentil e importante contribuição.

    

“Preservar, Conscientizar, Educar pela Paz e o Meio Ambiente é um dever e direito de todos, 
Seres Humanos”.
Alexandre Magno Barbosa dos Santos
 alexandre_magnoegito@hotmail.com

 

Nossa contribuição.

 

O choro das águas.

 

Nossas águas já não são tão puras,

elas se turvam em seu percurso estreito,

implorando socorro, carinho e respeito,

em grande extensão de seu sensível leito.

 

Aquelas águas que brotam do seio materno,

que nascem escondidas por vários terrenos.

Abraçadas ainda pela mãe natureza,

ali ainda expressam sua intocável pureza.

 

Léguas abaixo transformamos em lamento,

a vida daquela que dá-nos o nosso próprio sustento.

Ao abraçar nossas grandes cidades,

eis que nasce sua primeira infelicidade.

 

Sem permissão, retenção ou compreensão,

invadimos e mudamos a sua composição,

lançando no seu leito grande poluição.

Retiramos de suas margens o abraço materno,

das matas verdejantes que são tão ternas,

que deveriam ser intocáveis e conservadas eternas.

 

Em silêncio as águas descem em seu destino,

já não existem mais remansos majestosos,

o Homem já impôs a destruição em seu caminho,

suas correntezas agora ecoam sons estrondosos.

 

Bailam as ondas d’águas nas barrancas nuas,

daquela água morta, impura e turva.

Que desce constante para seu destino final,

à busca da foz do mar continental,

ali ela chora como um menino inocente,

ao ver o descaso causado pela gente.

Deixando em seu rastro entulhos e poluentes,

está é a triste realidade do mundo atualmente.

 

 

Choro das águas

Livro: Revelações

Autor: Leandro Campos Alves.

Membro da Academia Caxambuense de Letras- Cadeira 10

Membro Correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni 

Fundador da Delegacia da União Brasileira de Trovadores em Caxambu

Membro Correspondente da Academia Internacional de Artes, Letras e Ciências, “A Palavra do Século 21”

Membro da International Writers and Artists Association; IWA 

Autor do Maior Poema do Brasil - reconhecido oficialmente pelo livro dos recordes Brasileiros.

 

Rio Paraiba do Sul

 

Em tupi, Pa’rab+iwa: braço de mar, ou rio impraticável para navegação.

Rio da escravidão, cujas águas profundas arrastavam as queixas dos meus irmãos escravos; cujas águas tropeçando nas pedras do teu caminho, vão lavando generosas a mancha da escravidão; que não te fizeste navegável para não servir aos opressores dos meus irmãos escravos; rio da minha infância, cujas enchentes afogam a miséria dos meus irmãos camponeses; que vais correndo para não ver a miséria que vive pelas tuas margens.  (In O Quilombo de Manoel Congo, de Carlos Lacerda).

    Em trabalhos anteriores, mencionei o rio do meu coração:Paraibuna. Disse que morei às suas margens quase vinte anos. Lembro perfeitamente do sítio Chalé que meu pai arrendou de José Vieira Tavares. O rio passava a menos de quinhentos metros de nossa casa. Ele, no local, tinha formato de uma foice cujo gavião ficava além do pontilhão da Estrada de Ferro Central do Brasil (EFCB), hoje MRS,e costeava pelos fundos do muito citado por mim, o povoado de Chapéu D’Uvas. Nossa casa era fincada aquém do pontilhão, exatamente no cabo da foice citada. Tive bons momentos no arraial de Chapéu D’Uvas. E o rio que vi e usufruí está agonizando...os sinos dobram por ele.
     Muito anos depois, naveguei por outras praias e vim a morar perto de outro rio: o Paraíba do Sul. Este sofre as mesmas mazelas do seu afluente Paraibuna: ambos poluídos como quê, e com biomassas em extinção. 
     O rio Paraíba do Sul envolve caprichosamente a cidade de Volta Redonda, cede água para o povo se dessedentar, resfria os fornos da Companhia Siderúrgica Nacional e é bom que se diga que na bacia deste Rio e em seu entorno são gerados 80% do PIB nacional e onde vivem mais de 80 milhões de pessoas. É nas margens deste fabuloso rio que embalei e criei minha família, não muito nas margens porque vez por outra, o rio indignado com tantas afrontas põe suas águas fora da calha e é um deus nos acuda! A CSN, gigante siderúrgica bebe muita água do Paraíba ao qual agradece com efluentes oleosos, escória, poluição. Pobre rio!
     Costumo afirmar que Deus me deu um bônus ao me abençoar com a família que tenho e morar tão próximo do Paraíba.
     Penalizado com a poluição insidiosa dos rios do Brasil, e com a desídia do povo e dos políticos, pedi a um amigo que fizesse poeticamente um apelo para que salvem os nossos rios antes que seja tarde demais. Seguem suas palavras:

 

Conversando com o rio Paraíba do Sul
(Norberto Freitas)

Oh, rio Paraíba do Sul!
Quem te viu e quem te vê
Pode até ficar confuso
E não te reconhecer.
Porque o tal progresso
Em busca de lucro e sucesso
Está matando você.

A indústria e a natureza
Muitas vezes não se combinam.
Antes da industrialização
Suas águas eram tão claras,
Que chegavam a ser cristalinas.
Hoje, estão poluídas,
Seus peixes já não têm vida,
A poluição predomina.

Seu antigo volume de água
Quanta saudade me traz!
Suas margens abrigavam
Vários tipos de animais.
E hoje das suas águas,
Nem as aves bebem mais.

Suas pedras cobertas de lodo
De uma cor bem esverdeada.
A areia do seu leito parecia dourada.
E sei que até os seus peixes
Tinham escamas prateadas.

Como era tão bonito
Contemplar sua beleza!
Ouvir o barulho das águas
Pela sua correnteza.
Mas tudo isso foi passado,
Como um letreiro apagado
Lá se foi sua beleza!

Passando por rochas de pedras, 
Até no meio da floresta,
Nas águas os pássaros se banhavam
Catando fazendo festa.
Mas desta bela natureza
Só saudade nos resta.

Senhores homens da lei,
Será que não têm ouvido?
A cada descarga que cai, 
Esse rio dá um gemido,
Se fossem mais competentes,
O problema do meio ambiente
Estaria resolvido.

Oh, rio Paraíba!
Um apelo vou fazer:
Você não pode falar, 
Mas eu falo por você.
Peço a todos que ajudem
A cuidar de sua saúde,
Para você não morrer.

Rio Paraíba do Sul, em Volta Redonda, sua curva deu nome à cidade.

 

Autor: Asséde Paiva
Volta Redonda, junho/2013

Fonte: benficanet.com

www.benficanet.com/recordar/junho2013/ao_rio_paraiba_do_sul_por_assede_paiva.php

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