Revista Literária Café-com-Letras – Ano 16 n.16

Revista Literária Café-com-Letras – Ano 16 n.16

Café - com - Letras

Revista Literária da Academia de Letras de Teófilo Otoni

 
 

 

 

ACADEMIA DE LETRAS DE TEÓFILO OTONI

 

Fundada em 20 de dezembro de 2002 Rua Manoel Dantas, 230, Grão Pará 39800-175 Teófilo Otoni – Minas Gerais

www.letrasto.com – Telefone: 33 98401-2518 letrasto@hotmail.com - letrasto@yahoo.com.br

 

 

 

DIRETORIA EXECUTIVA

Presidente: Elisa Augusta de Andrade Farina Vice-Presidente: Antônio Jorge de Lima Gomes 

Secretário-Geral: Wilson Colares da Costa Tesoureiro-Geral: Leuson Francisco da Cruz

Presidente Emérita: Amenaide Bandeira Rodrigues

 

 

CAFÉ-COM-LETRAS: REVISTA LITERÁRIA DA ACADEMIA DE LETRAS DE TEÓFILO OTONI

Publicação anual

 

Produção editorial: Prof. Wilson Colares da Costa Digitação complementar: Jair Jr.

Revisão:Juan de Souza

Imagem da capa: Aquarela de autoria da acadêmica Hilda Ottoni Porto Ramos (Dona Didinha).

Montagem e impressão: Gráfica Carvalho

 

Antônio Costa Galvão

O cooperativismo em destaque!

Natural de Teófilo Otoni nasceu na Fazenda Aguinha; passou sua infância no distrito de Topázio; em 1948, foi estudar no Grupo Escolar Teófilo Otoni, atual Escola Estadual Clotilde Onofri de Campos. Algum tempo depois iniciou sua carreira no comércio em Topázio de 1960 a 1965 (a primeira experiência como administrador no armazém de seu pai). Na vida pública, foi diretor-presidente da Cooperativa       de Laticínios de Teófilo Otoni, por seis anos. Fundou, em 1988, a Cooperativa de Crédito Rural do Vale do Mucuri Ltda, o Sicoob-Credivale, que preside desde sua fundação. Na condição de dirigente desta cooperativa de crédito, tem colaborado com inúmeras instituições, na área social, cultural e educacional do município e região.  Já recebeu as seguintes honrarias, em reconhecimento ao seu trabalho, na área do cooperativismo de crédito: Diploma de colaborador Emérito da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais; Medalha Comemorativa do Bicentenário de nascimento de Theóphilo Benedicto Ottoni, outorgada pela Câmara Municipal de Teófilo Otoni,  em 2007; Medalha do Mérito Rural, pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais, em 2007 e, Medalha Conselheiro João da Matta Machado, concedida em 2016, pela Academia de Letras de Teófilo Otoni e Instituto Histórico  e Geográfico do Mucuri. E ainda, em sua homenagem, pela trajetória de vida e empreendedorismo, foi organizado, em 2013, o livro: “Antônio Galvão, a história de um vencedor”, de autoria da professora e escritora Dulcina Regina Ribeiro Molina. É membro benemérito da Academia de Letras de Teófilo Otoni.

 

Sumário

Um amor sem igual - Elisa Augusta de Andrade Farina.............................. 7

Um apelo em nome do amor - Humberto Luiz Salustiano Costa.................. 8

As crônicas das rosas e dos lírios - Sandra Helena Barroso........................ 10

Encanto  do amor - Lizia Maria Porto Ramos............................................ 11

Porque tentar explicar o amor? - Wallace Gomes Moraes.......................... 12

Flor que exala amor - Marcos Miguel da Silva........................................... 13

Amor musicado - Jair Jr.......................................................................... 15

Um mundo amoroso - Therezinha Mello Urbano de Carvalho..................... 16

Desprezando... - Márcio Barbosa dos Reis................................................ 17

Dispensa professores - Arnaldo Gomes Pintor Jr....................................... 18

Amor perfume que espalha - Teresa C.C.M.Azevedo.................................. 19

Amor em alguns versos - Helenice Maria Reis Rocha.................................. 20

O tempo urge, as modas se sucedem e os sentimentos,

modificam-se - Gecernir Colen.................................................................. 21

Ágape - Egmon Schaper Filho................................................................... 24

Distância (do matuto) - José Anchieta Antunes de Souza............................ 25

Jamais esquecerei - Maria Eugênia Porto Ribeiro da Silva............................ 26

Perfume dos campos - Marlene Campos Vieira............................................ 27

Plantar amor - Helena Selma Colen............................................................ 28

O amor e a razão - João Batista Vieira de Souza.......................................... 29

Ao anjo encantador  - Magali Barroso......................................................... 30

Todos por um - Vânia Rodrigues Calmon.................................................... 31

Amor, doce perfume que se espalha, multiplica - Marcos Coelho.................. 33

À toda prova - Ailton Ferraz....................................................................... 34

Perfume de mulher - Isaias Lemos Alves..................................................... 35

Razões de um viver - Vinícius Martins......................................................... 36

Alguns feitos do amor - José Geraldo Silva.................................................. 37

Amor à primeira vista - Leuson Francisco da Cruz........................................ 38

A essência do amor - Lucivalter Almeida dos Santos.................................... 39

Dopamina e o perfume do prazer que se espalha - 

Antônio Jorge de Lima Gomes................................................................... 40 

Aspersão - Celso Henrique Fermino............................................................ 42

Poema poesia – Miguel José da Silva.......................................................... 43

Onde está o amor? - Rosilene Alves Pereira Ferraz...................................... 44

O amor: perfume que espalha - José Moutinho dos Santos.......................... 45

Dentro de mim - Sérgio Giorni................................................................... 46

Recortes - Leandro Bertoldo Silva.............................................................. 47

Sinos - Edelweiss Roede Galvão Dutra........................................................ 48

A essência do Amor - Wilson Ribeiro.......................................................... 50

 

Amor... Perfume que embala. - Margareth das Dores Rafael Moreira Costa... 51

Amor sem medida - Carmelita Ribeiro Cunha Dantas................................... 52

Um amor entre amigo - Maria Luciene........................................................ 53

Amor incondicional - Walter Luiz Cid do Nascimento.................................... 54

Soneto decassílabo de bom caminho - Paulo Roberto de Oliveira Caruso...... 55

Infinito - Nancy Zeitone............................................................................ 56

A vivenda, de outros tempos - Neri França Fornari Bocchese....................... 57

Vida realizada - Rosimeire Leal da Motta Piredda......................................... 58

Quimera -Valéria Victorino Valle.................................................................. 59

Perfume de bem-querer - Maria Antonieta Gonzaga Teixeira......................... 60

Conjugando o verbo amar - Amalri Nascimento............................................ 61

Solidariedade: sublime expressão do amor universal - Eloisa Antunes Maciel.. 63

Saudades do amigo - Cosme Custódio da Silva............................................. 64

Amor é a conjunção com o infinito e as estrelas - Odenir Ferro...................... 65

Solidariedade - Maria de Lourdes Schenini Rossi Machado............................. 67

Amor e saberes - Ilda Maria Costa Brasil...................................................... 68

Alegria em tempos de amor - Lenival de Andrade......................................... 69

O nosso amor é perfume que se espalha - Rogessi de Araújo Mendes........... 70

Do amor ao próximo - Aristides Dornas Júnior............................................. 71

Justiça Eterna - . Leandro Campos Alves..................................................... 72

Amor: um sentimento que desconhece fronteiras - Silvio Parise.................... 73

Bandono - Coracy Teixeira Bessa................................................................ 74

Sobre o amor  - Isabel C S Vargas............................................................... 75

O Supremo Bem - Mauricio Antonio Veloso Duarte........................................ 76

Reles sonhador - Jorge Alberto Miranda Junior............................................. 77

Sobre um poema de Drummond  - Llewellyn Davies Antonio Medina............. 78

Amor, perfume que se espalha! - Marcelo de Oliveira Souza......................... 79

A eterna mesmice do amor - Luciene Barros Lima........................................ 80

Amor Vincit Omnia - Fernando Catelan........................................................ 81

As manifestações do amor - Francisco Martins Silva..................................... 83

A pedra “não” estava no caminho - Evandro Ferreira Rodrigues.................... 84

Prêmio Literário Gonzaga de Carvalho – classificados: crônicas e poesias....... 85

Academia de Letras: história, patronos e quadro social.................................. 94

 

Apresentação

 

”De tudo ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento.”

 

Vinicius de Moraes. In: Soneto de fidelidade

 

 

“O amor vence tudo” – é a divisa desta Academia de Letras, evidentemente esta expressão é tomada de empréstimo do poeta latino Virgílio (70-19 a.C) – que enfatiza o AMOR como essência, quer vencendo barreiras, quer no relacionamento entre pessoas, como nos desafios que são apresentados no dia a dia na busca incansável pela paz...

Para realçar a importância desse sentimento tão nobre, via de regra, declamado em festas, sussurrados por enamorados, recitado em magníficos versos por boêmios ou mesmo gritado como palavras de ordem é, que a Academia de Letras de Teófilo Otoni - por sugestão da nossa presidente Elisa Augusta de Andrade Farina e, com a aquiescência do Conselho Geral, edita esta 16ª edição da Revista Literária Café-com-Letras: uma preciosa coletânea em prosa  e verso, totalmente dedicada à temática do amor, como o mais puro e genuíno sentimento humano.

 

Que todos tenham uma boa leitura!

 

 

 

 

Prof. Wilson Colares da Costa Secretário-Geral

Academia de Letras de Teófilo Otoni

 

Um amor sem igual

Elisa Augusta de Andrade Farina * Ah! O amor!... O amor é um dos grandes temas para filmes, novelas, teatros e

propagandas. Onde está o amor verdadeiro? Como definir o amor? Como saber amar?

Guimarães Rosa disse que “O amor é passo de contemplação”. Decidi embrenhar- me no filosofar para conhecer a plenitude do viver e do amor. Busco dar sentido e ver sentido nas coisas, nas palavras, nas pessoas, poetizar... Sou um ser despreparado com relação ao amor, quando ele entrou em minha vida não fui avisada, não pediu-me licença, pegou-me desprevenida. Fez questão de chegar de mansinho para não ser notado. Apaixonei-me pela vida, pelas pessoas, pelas flores e os pássaros em seus voos livres e felizes. Sonhei... Fiz dos sonhos poesia. O amor estava em toda parte, saciava minha fome. Estava em tudo e ao mesmo tempo no nada, busquei as estrelas mais brilhantes para povoarem o meu céu de amor.

Das asas da liberdade fiz um trampolim para alcançar o inalcançável. Vi no amor a possibilidade de me conservar viva e atuante. Quando observo as pessoas na sua lida diária, pergunto-me se sabem o sentido do amor, do existir, da importância de amar e saber ser amado. O amor que está estampado aos quatro ventos é um amor raso, imediatista, sem profundidade, egoísta e impregnado de falsas ilusões. O verdadeiro amor reside no âmago da alma, no cerne do ser,  pronto para encontrar ressonância em outra alma. Não adianta ter o amor se não tiver  a quem amar. O amor é troca, é busca, é renúncia. Necessita-se do outro em todas as suas especificidades e defeitos para que haja a comunhão. Não estou falando do amor carnal, este já se banalizou, falo do amor ágape. O amor que sentimos pelo nosso próximo um amor generoso sem limites, puro, livre de amarras. Para amar dessa maneira é necessário abandonar os adornos, esquecer-se do seu.

Coisificamos o homem através do consumismo exacerbado. Para libertar-se dessa teia avassaladora é necessário fazer o caminho inverso do que trilhamos. Precisamos ir além do que nossos olhos veem, a capacidade de ver além do possamos captar através dos sentidos. É preciso penetrar o recôndito do nosso coração e escutar a linguagem da alma dos sentimentos, encontrar a simplicidade, amar como Deus nos ama e cuidar. O amor é ação. É movimento. É (re)encontro. O amor dá significado às relações e nos torna mais dóceis, mais comprometidos com o outro. Deixa-nos mais sensibilizados e preparados para enfrentar a dor e as mazelas que surgem em nossa vida. Não temos tempo para o cultivo de uma vida interior. É mais fácil a superficialidade. Não experienciamos as realidades que nos levam a uma transcendência para poder acessar cada vez mais a nossa verdade pessoal, possibilitando a posse de nós mesmos, favorecendo relacionamentos mais saudáveis.

Só quando conseguirmos enxergar o outro como possibilidade de complemento, seremos capazes de amar. Aí sim, seremos como a fragrância de um perfume que exala e deixa o seu odor modificando e sendo modificado nessa grande jornada chamada vida!

 

 

*Professora, escritora, poetisa e presidente da Academia de Letras de Teófilo Otoni.

 

 

 

Um apelo em nome do amor

“É preferível viver no pecado do que mentir na oração”

Humberto Luiz Salustiano Costa* Era um mês de dezembro, não me lembro bem de que ano. Um grande encontro em nome da verdadeira solidariedade humana estava em curso, reunindo homens e mulheres de boa vontade, todos movidos pelo sentimento próprio da época natalina.

O pátio da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras estava literalmente tomado pelo grande público, que se acotovelava, tamanha era a presença dos participantes do evento de cunho religioso. Em nome do verdadeiro espírito natalino o ambiente lembrava uma celebração da mais profunda fé cristã. O que se pretendia demonstrar estava evidenciado na contrição de todos os circunstantes.

Depois de muitos cânticos e orações evocativos, elevando aos céus a mensagem de louvor ao Menino Jesus, o clima de paz tomou conta de todos os corações numa esplendorosa corrente, fazendo inundar de bênçãos a mais significativa concentração ecumênica. Representantes de diferentes denominações religiosas se faziam presentes ao chamamento de uma grande causa: render tributo ao Senhor de todos os mundos em tempo de Natal.

Chegado o momento do preletor do evento, se fez ouvir um religioso de palavra fácil e convincente que a todos brindou com uma palestra das mais brilhantes e das mais comoventes. Foi uma oportunidade ímpar para uma reflexão que a todos atingiu enquanto crentes no que de mais sublime ensina a Sagrada Escritura.

O amor ao próximo pairava no ar com muita intensidade, fazendo pulsar os corações. Nada conspirava contra os objetivos maiores propostos pelos promotores daquela confraternização. O encontro desenvolvia-se do modo mais fraterno e amigo. Nada igual tinha acontecido até então em nosso meio, deixando todos inebriados por tamanha manifestação de louvar e bendizer pelo dom da vida.

O inusitado, no entanto, estava por acontecer sem que ninguém, em sã consciência, pudesse imaginá-lo em toda a sua dimensão.

O preletor, de repente, foi interrompido por um mensageiro, que abruptamente chegou até ele entregando-lhe algo do tipo bilhete, deixando-o, por instantes, pensativo, para logo  que se refez da apreensão inicial, comentar acerca do que tinha recebido em forma de apelo    à generosidade de quantos ali estavam desfrutando dos ensinamentos então ministrados em forma de palestra.

Foi quando se arriscou a fazer o apelo que o bilhete recebido lhe sugerira. O pedido era feito em nome de um casal de andarilhos que acabara de chegar à cidade, sem nenhum recurso para custear as despesas com hotel e alimentação; além do mais a mulher estava em estado bastante adiantado de gravidez, podendo dar à luz a qualquer momento.

Nesse sentido indagou se alguém ali presente se disporia a oferecer acomodação para o casal de andarilhos vindo de muito longe e falando língua estranha. Quem se dispusesse a tanto, que levantasse a mão.

Fez-se silêncio sepulcral, e não houve nenhum gesto de mão levantada, com todo mundo se limitando a compadecer da pobre gente em verdadeira situação de penúria.

Diante do descaso manifestado em face ao humanitário apelo, veio o simbolismo daquela situação, com o pregador revelando que o casal era simplesmente Maria e José, cuja

 

missão divina nos trouxe a salvação, ensinando-nos os nobilitantes princípios da solidariedade, do amor, da justiça, do perdão, da compreensão, da caridade e de tantas outras virtudes para as quais fomos criados à imagem e semelhança Daquele que veio ao mundo numa estrebaria por lhe faltar quem lhe desse a guarida de que ainda hoje carecem muitos irmãos nossos.

Estava dada uma sábia lição, e ainda hoje me arrependo, amargamente, de não ter sido, na multidão, a mão a se levantar a um apelo em nome do amor.

 

Jornalista, membro das Academias de Letras de Caratinga e de Teófilo Otoni, e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Mucuri, cadeira 45

 

............................. Páginas 68 à 74 abaixo ...............

 

Solidariedade

Maria de Lourdes Schenini Rossi Machado*

 

 

 

Gesto nobre e grandioso 

que, na maioria das vezes, 

vivenciamos da parte

de que tem o mesmo sangue

 que o nosso, nossa Mãe.

 Essa, mesmo que caíamos

 ou estejamos

no fundo dum poço, estenderá 

a mão para nos ajudar.

Nossa mãe, sempre escutará

 as nossas confissões

e os nossos segredos, 

sem deixar-nos na solidão.

Sabemos quem são os nossos amigos, 

quando precisamos de um abraço

 solidário e fraterno.

Os verdadeiros permanecem,

ao nosso lado, em qualquer ocasião.

 

 

*Escritora e poetisa, é membro Correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni. Reside em Porto Alegre/RS.

 

 

Amor e saberes

Ilda Maria Costa Brasil*

 

 

Mãos ágeis e ternas registram pensamentos 

num momento singular emocionante.

Luz brilhante ameniza sorrisos cinzentos; 

voz serena rouba cenário fascinante.

 

EUs, outrora contidos, rebelam-se atentos; 

querem vencer entrave e fobia impactante.

 Não se deixarão abater por desencantos, 

perdas, tristezas e intensa dor aviltante.

 

Flor é colhida com ardor num fim de tarde, 

em que céu alaranjado exibe muitas luzes. 

Ao contemplar a paisagem, brio ganharam.

 

Amáveis vivências, espero que alguém guarde. 

Na ocasião, com sapiência, os mais vivazes, 

aos demais, amor e saberes transpassaram.

 

 

 

*Escritora e poetisa, graduada em letras, é membro Correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni. Reside em Porto Alegre/RS.

 

 

 

Alegria em tempos de amor

Lenival de Andrade*

 

 

Meu amor

Você para mim chegou

 Trazendo paz e alegria

A minha vida deu sentido e harmonia

 

Hoje sou outra pessoa

 Realizando tudo com sucesso

Minha vida ficou emocionante e boa 

Nesse maravilhoso processo

 

Me fez sentir um doutor

Na rua, em casa ou na praia Veio e trouxe

 Alegria em tempos de amor

 

*Escritor, poeta, é membro correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni. Reside em Catolé do Rocha/PB.

 

 

 

 

O nosso amor é perfume que se espalha

Rogessi de Araújo Mendes*

 

Dentro da casa limpa e organizada, iluminada naturalmente, pela luz do sol que adentrava pela janela, ele se detém. Percebo que observa lento e demoradamente cada canto, cada objeto... Nem o teto pintado na técnica “Afresco,” lhe escapa da minuciosa análise. Silêncio reinante... O único som naquele ambiente era o toc, toc, toc... dos passos do homem, sobre o piso de madeira super encerado. Nas paredes quadros raros de pintores consagrados emanavam as suas essências: Edouard Manet, Leonardo da Vinci, Rembrandt van Rijn, Dante Gabriel Rossetti... Caravaggio e o seu talento expresso, na tela “Narciso...” Ali, encontrava-se uma verdadeira fortuna!

Imóvel, igual a uma pedra eu estava... Porém, atenta; os meus olhos perscrutavam cada gesto, daquele homem que parecia comer, beber o recinto, e eu com a pretensão de lhe adentrar o cérebro. Pensei: – Não me vês? Não sou eu... mais importante que essas obras?

Arrisquei-me a rodeá-lo, roçar-lhe o corpo vestido por um terno de linho “risca de giz”, azul marinho com branco.

As minhas saiastocaramas suas pernas... Ele continuou absorto em seus pensamentos. Então... levantou a cabeça e fechou os olhos. Permaneceu assim, por instantes... Nariz erguido como a aspirar o ar. Caminhou até à janela aberta, que parecia um enorme quadro emoldurado... Falou para si, em alto e bom som: “Amor, parece loucura... senti o teu perfume, a tua presença! A beleza desse lugar e toda a sua riqueza... não se comparam com a tua inebriante beleza. Foi aqui, através dessa janela, que olhando para a rua... te vi e jamais te esqueci. Como estavas linda! Adentraste nesse museu... então, contempleià obra de arte, mais perfeita... Pena que ‘o autor, o pintor divino’te arrebatou de mim” ...

– Querido, estava a tua espera... O nosso amor é perfume que se espalha ... Jamais te

deixarei!

 

*Escritora, é membro correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni. Reside em Recife/PE.

 

 

 

Do amor ao próximo


Aristides Dornas Júnior*

 

 

É preciso saber viver. Esta frase todo mundo conhece. Mas há um segredo contido nela, que vou tentar desvendar aqui. Quando se vive com o amor no coração procura-se descobrir o impossível da existência. Espalhando-se somente o bem. Mas não se está nem por isso se está livre de um julgamento oriundo de outrem cujos valores são diferentes dos que   os nós temos. No Brasil atual há amor em grupo de posição social desde que concebido pelo espírito onde pelo menos há uma noção do que seja boa sociedade onde cujos valores os levam a praticar sempre o bem. Mas não cabe aqui discutir isso. Nos meios religiosos onde eu andei falava-se de amor aos pobres como eu, e isso é que me interessa. Também nos meios religiosos se ouve falar muito na capacidade de perdoar. Nos meios religiosos ainda ao ouvir falar no próximo sobrevivem leigos que têm fé e sacerdotes. Mas o que causa isso senão o amor ao próximo? Os menos favorecidos que mereçam o auxilio de todos nós com uma pouco mais de sorte na vida, devem receber a nossa ajuda, na medida de nossas possibilidades. Mas o amor ao próximo de que quero falar tem a ver com tolerância, que é uma coisa pouca aceita por nossa sociedade. O que só ajuda a aumentar as desigualdades sociais. Amar ao próximo é tolerá-lo até os limites da paciência que as leis autorizam. Não desconfio de ninguém, até segunda ordem. Tenho  a custo vencido os rancores que guardam de mim, se é que guardam, os que ainda    não aprenderem nada sobre o amor ao próximo. Trabalhei numa empresa como datilógrafo e digitador, e era respeitado pelos meus chefes, apesar de meus problemas pessoais. Procurava me manter em silêncio e atento às ações dos meus empregadores e colegas. Pois nem todo mundo é igual. Somos somente semelhantes. Mas a nossa formação vem de casa, no meu caso tudo me foi ensinado por minha mãe. Tenho a opinião de que um espírito esclarecido estará sempre disposto a fazer o bem, mesmo que erre uma vez. Não sei se a profissão de datilógrafo e a de digitador ainda existem. Através delas cumpri as minhas obrigações sociais, é claro que não pude satisfazer a todo mundo. Adquirimos com o trabalho honesto um pouquinho de saber para separar as coisas, o bastante para sobreviver.  Hoje que sou um homem de carta idade   o que posso fazer é rezar pelos menos favorecidos, principalmente neste momento de crise que estamos vivendo. Viver em sociedade é um saber viver, uma palavra dita impensadamente pode matar ou fazer viver. Por isso pense antes de falar, e se não tiver nada que dizer, cale-se. No mais, faça as suas orações pelos que estão sofrendo, se você não puder auxiliá-los com bens matérias. Saber viver é saber conciliar as divergências que por acaso surjam na nossa existência, eis o segredo que eu queria desvendar.

 

 

 

 

*Ensaísta, contista e poeta. Membro correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni. Reside em Moeda/MG.

 

 

Justiça Eterna

Leandro Campos Alves*

 

 

O túmulo que me acolhe, 

não é diferente daquele do rico, 

nem inoportuno ao meu destino.

 

Ele é terra, peso, escuridão. 

O abraço de um guardião,

a saudade que poucos terão.

 

Representa a passagem, 

a vida eternizada.

Uma pequena viagem,

a última a ser por nós realizada.

 

Deixaremos riquezas,

 levaremos nossas proezas. 

Deixaremos lembranças,

e levaremos a Deus nossa sentença.

 

 

 

Leandro Campos Alves - Escritor e poeta, é membro correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni. Reside em Caxambu/MG.

 

 

 

Amor: um sentimento que desconhece fronteiras

Silvio Parise*

 

 

Tenho observado em minhas andanças 

por esse mundo eclético

vasto, fértil e verdadeiramente belo 

que o Amor é um sentimento

que desconhece fronteiras

 pois, constantemente vejo

seres de países totalmente diferentes 

apaixonarem-se e livremente se amarem, 

apesar do idioma que sabem

ser completamente diferente 

contanto, realmente distinto. 

Portanto, está comprovado 

que o Amor, de fato,

é um sentimento que desconhece fronteiras, 

e quando, cautelosamente, analisado

então, chegamos à conclusão, 

realmente é uma correta decisão.

Porque sabem que as fronteiras só dividem,

 enquanto o Amor obviamente é livre, 

além de trazer paz, felicidade e união.

 

 

*Escritor e poeta, é membro correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni. Reside nos Estados Unidos.

 

 

 

 

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