Peteca do Destino.

Peteca do Destino.

foto pixabay dominio publico

 

 

 

 

Peteca do Destino.

 

 

 

 

Quando te ganhei,

esposei em meus lábios o sorriso.

E da surpresa da vida,

então chorei.

 

Alegria em ter-lhe em minhas mãos,

logo o seu feltro abriu.

O aroma de sua juventude exalou-se pelo ar.

E suas firmes cerdas eu pus a admirar.

 

Com imenso cuidado,

fui impulsionando os primeiros tapas.

Pondo-a em movimento suavemente,

a minha pequena peteca.

Que tão majestosamente,

cortava o ar lentamente.

 

O tempo foi se passando,

o cansaço junto a ele chegando.

Logo os golpes foram se fortificando.

As cerdas macias e firmes,

foram se deformando.

 

O cheiro de novo acabou,

e a fúria dos tapas,

deformou e a maltratou.

 

Com a cólera do tempo,

em um golpe certeiro,

fui carrasco daquele brinquedo.

 

Ceifei-lhe as penas de seu corpo.

Deixando espalhado ao chão,

o tempo de sua duração.

E da minha podre ação.

 

Em um único jogo,

admirei, adorei e maltratei,

a minha pequena peteca.

Enfim lhe pus a sentença,

de enterrá-la longe de minha nobre presença.

 

Suas partes foram transpostas,

para o cemitério do lixo.

E ali ficaram então expostas,

para seu destino final.

Metáfora tão igual,

A nossa reles vida mortal.

 

Somos como tal,

a peteca do destino.

Nascemos com cheiro único,

e com choro de menino.

 

Mas os tapas do destino,

transforma-nos de menino,

para homens feitos,

alegres ou sofridos.

 

Logo nossa pele se encrua,

os traços de nosso algoz,

faz-se em nossa face,

deixando marca de nossa idade,

e da nossa verdadeira realidade.

 

O destino faz de nossa vida,

sua peteca então.

E no final do tempo de nossa duração,

arqueará o bater de nosso coração.

Transpondo a sua sentença,

do final de nossa vida então.

 

Leandro campos Alves.

Poema do Livro: Filosofia Interior.

2014

 

 



Obrigado aos amigos leitores pela visita e fiquem com Deus.

 

 

 
 
 
Número de páginas: 103 

Edição: 1(2015) 

Formato: A5 148x210 

Coloração: Preto e branco 

Acabamento: Brochura c/ orelha 

Tipo de papel: Offset 90g
 

Meus Poemas.

Acróstico Caxambu.

C – Curvo a sua majestade, A – augusta cidade, X – xodó das Gerais, A – amor dos maiorais, M – menina das hidrominerais, B – belas são suas fontes naturais, U – únicas, vulcânicas e medicinais.   Acróstico Caxambu Leandro Campos Alves. Biografia  

Referência Masculina.

A soberania absoluta, se faz com homens de fé. Que tem por trás da labuta, a figura de uma grande mulher.   Parabéns a todas as mulheres por fazerem parte de nossa história. 08 de março, dia internacional da mulher.   Poema: Referência Masculina Leandro Campos Alves. Março...

Feliz 2019.

Neste ano que se inicia, em nome do Nosso Senhor. Desejo-te paz e alegria, saúde, sabedoria e amor.       Leandro Campos Alves 2018

Acróstico Jesus Cristo.

J – Juro a ti senhor meu Deus, E – esperar nos concelhos Seus, S – sabedoria e discernimento, U – unção e conhecimento; S – Sois a salvação a qualquer momento.   C – Com joelhos prostrados, R – rogo a Tua paz aos desesperados, I – inquieto pelos seus pecados, S – suplico a eles o Seu perdão, T...

Oração de súplicas à Nação.

Peço a Deus compreensão, para ver tudo diferente. Peço a Deus mais compaixão, para não julgar nossa gente.   Peço a Deus misericórdia, pelos erros da História, pela morte da memória, de Jesus em oratória.   Peço a Deus clemência, pela falta de prudência, ao esquecer a existência, de Sua...
1 | 2 | 3 | 4 | 5 >>