Estrutura de Crônica.

Estrutura de Crônica.

Foto:EmFa ensino médio fácil.

 

Escrevendo Crônicas

Quando escrevi as 8 Dicas para Contistas, fiz uma comparação entre contos e crônicas, mostrando as diferenças e peculiaridades de cada um. Porém, nessas dicas, darei ênfase às crônicas para que as dicas fiquem de acordo com o tema escolhido.

O Conto, como já dito, é o ato de narrar uma pequena história com poucos personagens, mantendo sempre a concisão, a precisão e a profundidade. Por outro lado, a Crônica – do grego chronos (tempo) – utiliza-se de acontecimentos diários para compor a narrativa. Marina Cabral, especialista em Língua Portuguesa e Literatura, classifica a crônica da seguinte maneira: lírica, humorística, crônica-ensaio, filosófica e jornalística.

Lírica: o autor relata com nostalgia e sentimentalismo;
Humorística: o autor faz graça com o cotidiano;
Crônica-ensaio: o cronista, ironicamente, tece uma crítica ao que acontece nas relações sociais e de poder;
Filosófica: o autor faz uma reflexão de um fato ou evento;
Jornalística: o autor apresenta aspectos particulares de notícias ou fatos; pode ser policial, esportiva, política etc.
Ou seja, a crônica trata de um registro de fatos do cotidiano, onde o autor carregará esses acontecimentos com uma carga pessoal, mostrando sua visão sobre aquele período de tempo.

 

6 Dicas para Escrever uma Crônica by Fábio C. Martins

 

A Escolha do Fato

Fábio C. Martins

Já que estamos trabalhando com a crônica, escolher um fato cotidiano e, de preferência, atual, é de extrema importância. Esse fato pode ser escolhido em jornais, situações que você mesmo tenha vivido ou presenciado, aliás, pode até ter acontecido com você.

O importante aqui, além de ser um fato cotidiano, é ter uma opinião formada sobre aquilo que aconteceu, pois, assim, você poderá partir para qualquer uma das classificações fornecidas.

2. Personagens?

Por se tratar de um fato cotidiano, a crônica não exige a presença de personagens, exatamente por levar ao leitor um ponto de vista do autor, a crônica, muitas vezes, perde essa concepção de pessoa, tempo e espaço, sendo possível a sua leitura muito depois do fato ter acontecido.

Assim, ao escolher a crônica como um meio para expressão sua opinião, busque fugir de personagens, foque nos acontecimentos e generalize as atitudes, caso seja esse o teu objetivo.

3. Evite Fantasiar
A crônica não é um conto. Portanto, nada de imaginar histórias que fogem ao fato escolhido. Mantenha os pés no chão. Fantasiar é permitido, desde que você mantenha o fato em destaque, utilizando a sua experiência para criar essa fantasia. Mas lembre-se: o fato é o centro do texto, não a fantasia.

4. Sua opinião é importante
Na classificação fornecida por Mariana Cabral, vê-se que a crônica é focada na experiência e na posição crítica do autor. Ou seja, é utilizar o fato para expressar sua opinião sobre o assunto. Porém, evite fatos muito polêmicos, pois, ao invés de criar uma crônica, você poderá criar uma crítica e gerar mais discussão do que reflexão.

5. Tamanho da Crônica
Esse é um grande problema. Por utilizar um fato cotidiano, a crônica tende a ser mais rápida e curta, pois acaba utilizando os conhecimentos do leitor para completar o texto. Assim, não exagerem nas descrições, argumentações e floreados. Seja direto, principalmente nos dias de hoje, onde textos muito longos tendem a não atrair muitos leitores. No entanto, tudo dependerá do seu público alvo.

Portanto, saiba para quem você está escrevendo e mantenha sempre a ideia de revisar o texto e retirar passagens que não agreguem qualidade ao texto.

6. Terminei, e agora?

Agora que você já escolheu o fato, deu a sua opinião e manteve a crônica num tamanho razoável, chegou a hora mais importante: Ler, reler e ler de novo.

Muitas vezes, ao escrevermos um texto, achamos que ele é uma obra de arte e queremos, o mais rápido possível, passá-lo para os outros. Porém, no calor do momento, podemos deixar alguma frase solta, erros de português e ideias desnecessárias. Logo, aqui que entrará a revisão do texto, uma das partes mais importantes.

Deixe de lado o orgulho e faça as revisões necessárias, pois, por mais que você seja um excelente escritor, você ainda pertence à raça humana e, como todos nós sabemos, errar faz parte. Assim, revise e lembre-se que você pode sair perdendo sem essa última e preciosa dica.

Fonte:
Fábio C. Martins

 

 

Características do gênero Crônica

As características a seguir são referidas por vários dos autores que buscaram compreender a estrutura da crônica como estilo literário. Lembremos que chronos é relativo a tempo, é podemos perceber claramente a vinculação entre chronos e crônica.
A crônica, breve registro de um determinado momento, está dentro da categoria de textos narrativos, pois relata algum fato ou situação usando o tempo cronológico e a descrição dos acontecimentos.
Texto ligada à vida cotidiana;
Narrativa informal, familiar, intimista;
Uso da oralidade na escrita: linguagem coloquial;
Sensibilidade no contato com a realidade;
Síntese; (a crônica se passa em um curto período de tempo, por isso os fatos não podem ter grandes desdobramentos).
Uso de fato cotidiano, corriqueiro, como meio ou pretexto para o artista exercer seu estilo e criatividade;
Uma certa dose de lirismo;
Natureza ensaística; leveza;
Diz coisas sérias através de uma aparente conversa fiada;
Uso do humor; brevidade; geralmente é um texto curto.
Por ser baseada em um fato contemporâneo (da época em que o autor escreve: está sujeita a uma rápida desatualização e à fugacidade do tempo.

 

Fonte
Simplesmenteportugues

 


Crônica: um breve registro?

A crônica é, primordialmente, um texto escrito para ser publicado em jornais e revistas. Assim o fato de ser publicada nesses meios já lhe determina vida curta, pois à crônica de hoje seguem-se muitas outras nas próximas edições.

Há semelhanças entre a crônica e o texto exclusivamente informativo. Assim como o repórter, o cronista se inspira nos acontecimentos diários, que constituem a base da crônica. Entretanto, há elementos que distinguem um texto do outro. Após cercar-se desses acontecimentos diários, o cronista dá-lhes um toque próprio, incluindo em seu texto elementos como: ficção, fantasia e criticismo, elementos que o texto essencialmente informativo não contém. [3]

Com base nisso, pode-se dizer que a crônica situa-se entre o jornalismo e a literatura, e o cronista pode ser considerado o poeta dos acontecimentos do dia-a-dia. A crônica, na maioria dos casos, é um texto curto e narrado em primeira pessoa, ou seja, o próprio escritor está "dialogando" com o leitor. Isso faz com que a crônica apresente uma visão totalmente pessoal de um determinado assunto: a visão do cronista. Ao desenvolver seu estilo e ao selecionar as palavras que utiliza em seu texto, o cronista está transmitindo ao leitor a sua visão de mundo. Ele está, na verdade, expondo a sua forma pessoal de compreender os acontecimentos que o cercam. 

Geralmente, as crônicas apresentam linguagem simples, espontânea, situada entre a linguagem oral e a literária. Isso contribui também para que o leitor se identifique com o cronista, que acaba se tornando o porta-voz daquele que lê.

Em resumo, podemos determinar quatro pontos

Seção ou artigo especial sobre literatura, assuntos científicos, esporte etc., em jornal ou outro periódico.
Pequeno conto que relata de forma artística e pessoal fatos colhidos no noticiário jornalístico e cotidiano.
Normalmente possui uma crítica indireta.
Muitas vezes a crônica vem escrita em tom humorístico. Exemplos de autores deste tipo de crônica no Brasil são Fernando Sabino, Leon Eliachar, Luis Fernando Verissimo, Millôr Fernandes. [3] Em Portugal, temos Ricardo Araújo Pereira;

Fonte:
Wikipedia - https://pt.wikipedia.org/wiki/Cr%C3%B4nica_(g%C3%AAnero)

 

 

 

Tipos de Crônica

Crônica Descritiva
Ocorre quando uma crônica explora a caracterização de seres animados e inanimados em um espaço vivo como uma pintura, precisa como uma fotografia ou dinâmica como um filme publicado.

Crônica Narrativa
Tem por eixo uma história, o que a aproxima do conto. Pode ser narrado tanto na 1ª quanto na 3ª pessoa do singular. Texto lírico (poético, mesmo em prosa). Comprometido com fatos cotidianos ("banais", comuns).

Crônica Dissertativa
Opinião explícita, com argumentos mais "sentimentalistas" do que "racionais" (em vez de "segundo o IBGE a mortalidade infantil aumenta no Brasil", seria "vejo mais uma vez esses pequenos seres não alimentarem sequer o corpo"). Exposto tanto na 1ª pessoa do singular quanto na do plural.

Crônica Narrativo-Descritiva
É quando uma crônica explora a caracterização de seres, descrevendo-os. E, ao mesmo tempo mostra fatos cotidianos ("banais", comuns) no qual pode ser narrado em 1ª ou na 3ª pessoa do singular. Ela é baseada em acontecimentos diários.

Crônica Humorística
Deve ter algo que chame a atenção do leitor assim como um pouco de humor. É sempre bom ter poucos personagens e apresentar tempo e espaços reduzidos. A linguagem é próxima do informal. Visão irônica ou cômica de fatos apresentados

Crônica Lírica
Apresenta uma linguagem poética e metafórica. Nela, predominam: emoções, os sentimentos (paixão, nostalgia e saudades), traduzidos numa atitude poética.

Crônica Poética
Apresenta versos poéticos em forma de crônica, expressando sentimentos e reações de um determinado assunto.

Crônica Jornalística
Apresentação de notícias ou fatos baseados no cotidiano. Pode ser policial, desportiva, etc...

Crônica Histórica
Ver artigo principal: Crónica (historiografia)
Baseada em fatos reais, ou fatos históricos. 

 

Academia Caxambuense de Letras

Acadêmicos

Acadêmicos    Cadeira 1 – Alfredo Campos Pimenta [Patrono: Adamastor de Moura Pimenta] Cadeira 2 – Maria do Carmo Magalhães Lahmann [Patrono: José de Castilho Moreira] Cadeira 3 – (vaga) [Patrono: Antonio...

Estrutura de Crônica.

Foto:EmFa ensino médio fácil.   Escrevendo Crônicas Quando escrevi as 8 Dicas para Contistas, fiz uma comparação entre contos e crônicas, mostrando as diferenças e peculiaridades de cada um. Porém, nessas dicas, darei ênfase às crônicas para que as dicas fiquem de...