Discurso de Posse na Academia Caxambuense de Letras.

Discurso de Posse na Academia Caxambuense de Letras.

  Foto: Ilustres Membros da Academia Caxambuense de Letras.

 

   Excelentíssima Senhora Presidente da Academia Caxambuense de Letras Mônica Rosenthal,

    Excelentíssimos Senhores Membros da Diretoria;

    Excelentíssimas Autoridades que compõem a Mesa;

    Excelentíssimas Senhoras Acadêmicas e Senhores Acadêmicos aqui presentes;

    Excelentíssimas Senhoras e Senhores Convidados;

    Meus ilustres amigos, meus familiares.

 

    Hoje é um dia festivo para nossa academia, é com exultante felicidade e com ainda maior honra que tomo posse como Membro Titular na cadeira 10, patronesse Vera Milward de Carvalho.

    A alguns anos atrás posso dizer que não tinha noção de onde a Literatura me levaria, mas as palavras tem o poder do crescimento ou da permanência no estado de inércia, depende do lado que escolhemos para usá-las.

    Tenho noção que a posse nesta estimada Academia não é apenas um símbolo de título, mas sim, acarreta a responsabilidade de levar o nome da mesma em meu sobrenome, como também em ser um espelho para esta sociedade a qual os ilustres confrades trabalham arduamente para a divulgação do crescimento da cultura.

    Em decorrência antecipo minha gratidão e reconhecimento ao carinho de minha Madrinha Acadêmica Maria do Carmo Magalhães Lahmann Titular da Cadeira 2 [Patrono: José de Castilho Moreira], a Senhora Presidente e demais Acadêmicos, Parafraseando o acadêmico Paulo da Silva Lacaz só poderei vos dizer “Eternamente eu vos serei devedor”.

    Divido hoje a imensa alegria do nascer!

    Do nascer de uma nova fase de crescimento, de uma nova etapa de desafios, de me unir aos ilustres membros dessa casa para crescimento e aprendizagem, com mais afinco e responsabilidade.

    Ser um acadêmico não é apenas uma questão de ter o seu trabalho em prol da cultura reconhecido, mas sim, ter a responsabilidade e a humildade de receber o aprendizado cultural que ainda venha lhe faltar, pois estamos sempre numa constância evolutiva de gana em conhecimento.

    Hoje reparto está alegria com meus amigos e familiares, em especial a minha esposa Rosilene e meus filhos Braian e Brendow, que sempre apoiaram-me em meu sonho, no sonho de superar meus próprios obstáculos.

    Em alusão a Patronesse Vera Milward de Carvalho, só posso dizer que foi mais um presente que Deus me deu nesta minha vida, pois antes mesmo de meu nascimento Vera Milward se despontava em sua forma de escrever.

    VERA MILWARD DE CARVALHO, filha do Dr. Mário Arthur Alves Milward e Cecília Ferreira Pinto Milward, que casou-se com o farmacêutico Geraldo Guedes de Carvalho, nasceu na cidade do Rio de Janeiro mas mudou-se, ainda pequena, para Caxambu. Poetisa, prosadora, teatróloga, musicista, foi quem compôs o Hino das Domadoras. Entre os livros publicados, "As Folhas Verdes do meu Caminho" - poemas e trovas, e "Isto é Amor" - contos.

   Em 23/06/1981 recebeu da Câmara Municipal de Caxambu o Título de cidadã honorária do município de Caxambu. 

    No início da década de 70, Vera Milward foi representante da União Brasileira de Trovadores nesta cidade, promovendo em seu mandado o II Concurso de Trovas de Caxambu em 1974, no período o prefeito municipal era o ilustre Poeta Caio Ruy Martins de Almeida. Projeto este que levou o nome de nossa cidade aos recantos mais longínquos de nosso país.  

    A cada verso, a cada trova composta por minha patronesse, a particularidade e familiaridade de nossos traços se interlaçavam, e a minha admiração só fazia crescer, pois assim eu vi e conheci alguns de seus trabalhos premiados pelo país.

Primeiro, veio a esperança;
dessa esperança eu vivi.
Depois... ficou a lembrança
da esperança que perdi...

 

Novamente juntos, nós!
Mas, encontro-o tão mudado,
que sinto um ciúme atroz
de mim própria, no passado...

 

Quando apertas minha mão,
eu baixo os olhos, com medo
que me traia o coração
e descubras meu segredo...

 

Não é quem ganha a partida
sempre o maior vencedor;
saber perder, nesta vida,
às vezes, tem mais valor.

 

Já pensou como seria
triste, insípido, enfadonho,
o mundo, sem a magia
e o encantamento de um sonho?

 

No tédio de minha vida,
de emoções vazia e nua,
só me torna comovida
a esperança de ser tua...

 

Definir o que é saudade
é difícil como quê...
É espécie de enfermidade
de estar longe de você.

 

Em seus olhos procurei
o amor que tanto queria.
Não fui feliz. Encontrei
o que a outro pertencia...

 

VERA MILWARD DE CARVALHO

 

 

    Conforme o conceito de Jorge Amado, “Todo trovador é um poeta, mas nem todo poeta é um trovador”, e Vera Milward de Carvalho deixou este lindo legado para a humanidade, seus poemas seguem a métrica perfeita e erudita de suas trovas.

    Motivo de meu orgulho e carinho com a história desta estimada Patronesse.

    A Cadeira dez já foi antecedida por ilustres acadêmicos desta casa, e com o mesmo finco e dedicação quero honrá-los e deixar parte de nossa história nos anais da Academia Caxambuense de Letras, para que os nossos descendentes venham nos imortalizar pelas linhas da Literatura.

 

    Agora faço de minha vida literária a razão desta quebra de protocolo deste rito cerimonial, pois como não usar a liberdade poética para falar de emoções, pessoas e afinidades?

    É de nosso conhecimento que todos ao nascermos recebemos um nome, este carregado de valores e significados, podendo ser um significado sentimental, ou literário.

    Então porque não falar das Marias?

    Nome este tão singelo e de enorme valor, pois traz ele o peso da pureza, o exemplo da retidão, também traz o significado mais forte da vida, a maternidade.

    Podem ser elas, Maria Teresa, Maria Vanda, simplesmente Maria, ou porque não dizer e referenciar as Marias do Carmo! ...

    Para nossa alegria nesta casa somos agraciados por três Marias do Carmo, conhecida por nós carinhosamente como Maria do Carmo, Carminha e Du Carmo.

    Em especial homenageio agora aquela que com o carinho me convidou para conhecer esta casa, e com seu olhar literário e a sensibilidade que só as grandes poetisas possuem, me deu a honra de me fazer seu afilhado acadêmico.

    A minha responsabilidade ao representar esta estimada Academia de Letras será ainda maior, por ter como madrinha acadêmica Maria do Carmo Magalhães Lahmann Titular da Cadeira 2 que tem como Patrono: José de Castilho Moreira.

    Dizem que para um poeta expressar seus agradecimentos em versos é fácil, pois está na sua alma poetizar a vida, mas como expressar minha gratidão a uma pessoa que estendeu suas mãos e abriu as portas desta casa ao trazer minha indicação para assumir uma de suas cadeiras?

   Pois escrevemos a vida com nossos versos, e dotada de sensibilidade a fraterna Ducarmo expressou lindamente a vida verdadeira de um poeta em seus versos.

 

 

 

A cada palavra

antecede um silêncio.

Em cada silêncio

preexiste a palavra.

 

O rastro das letras

modela as palavras.

Nasce a escritura,

a fala,

o poema.

 

No coração da noite

ou no clarão do dia

a palavra é errante,

misterioso frêmito,

intérprete da vida.

 

(DuCarmo)

 

 

     Só tenho a agradecer a você estimada Ducarmo, pela oportunidade de trazer-me ao seio desta irmandade, dando-me a oportunidade de evoluir-me como literário e pessoa.

 

    Meus agradecimentos poderiam facilmente corresponder à maior parte desta alocução.

    A Deus elevo a primícias de meu agradecimento pois sem Ele em nossas vidas nada se torna possível, e o caminho pode ser estrondoso diante da segueira da fé.

 

    A minha esposa e filhos que são meu alicerce e minha razão de viver, pois se um homem tem o porto seguro, sem sombra de dúvidas o meu encontro neles.

    Aos meus pais e meus irmãos que são partes viva de minha história, e que guardo especial carinho.

    Em especial faço menção de agradecimento a minha tia Teresinha Campos e minha avó materna, Divina Campos, que deixou seu legado de humanidade que trago fortemente comigo, em minha personalidade.

    Ao meus companheiros e amigos que aqui estão, obrigado por vivenciarem comigo a alegria do início desta nova etapa em minha vida.

    As autoridades presentes, que deu-nos a honra de estar conosco neste dia festivo.

    Ao prestigioso Corpo de Acadêmicos desta Casa que me acolheu com generosidade, carinho e fidalguia e ao expressivo número de vós que me apoiastes tornando possível a minha eleição, lembro que minha gratidão é infindável.

A todos meu muito obrigado

Leandro Campos Alves

Cadeira 10

Patronesse Vera Milwarde de Carvalho

14 de julho de 2018

 

 

II Antologia Liberdade dos Poetas.

Leandro Campos Alves.

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Poetas e seus Poemas da Antologia “Liberdade dos Poetas".

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Delegacia da UBT em Caxambu MG.

Resultado do Concurso Literário Zé Mitôca /POESIA E MICROCONTO

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Academia de Letras e correspondentes.

NEUSA FERREIRA SENA

CADEIRA Nº 14 - NEUSA FERREIRA SENA Professora e empresária do ramo gráfico – Licenciada em Letras pela Faculdade de Ciências e Letras de Teófilo Otoni, com habilitação em Língua Portuguesa e Língua Inglesa e suas Literaturas, pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Teófilo Otoni, da...

LEUSON FRANCISCO DA CRUZ

CADEIRA Nº 12 – LEUSON FRANCISCO DA CRUZ Poeta e artista plástico – Natural de Euclides da Cunha/BA, há décadas radicado em Teófilo Otoni/MG, onde constituiu família e atuou na iniciativa privada, até aposentar-se. É membro fundador da Academia de Letras de Teófilo Otoni e tesoureiro geral, em...
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