Cuiabá.

Cuiabá.

   Cuiabá. “Fundada pelo bandeirante António Pires de Campos,

 

 Cuiabá origina-se do nome "Ikuiapá", que significa "lugar de flecha-arpão". Acredita-se que o local era frequentado pelos índios Bororo que pescavam com flecha-arpão na foz do rio Ikuiébo, afluente do Rio Cuiabá. Batizada de Arraial de Bom Jesus de Cuiabá, a capital do Mato Grosso foi explorada por bandeirantes que desbravaram o cerrado em busca de ouro. A notícia da descoberta atraiu povoadores brasileiros e estrangeiros e contribuiu para a formação de um pequeno arraial hoje localizado na Avenida Tenente-coronel Duarte, conhecida como Prainha. Cuiabá, é capital de Mato Grosso (Brasil), cujo município ocupa uma superfície de 12.790 Km2. Cuiabá é um dos muitos núcleos urbanos surgidos no século XVII, como sequência do movimento bandeirante. Os primeiros povoadores vindos de São Paulo, eram chefiados por Pascoal Moreira Cabral e Miguel Subtil, que, em 1719 fundaram o arraial de Cuiabá.

 A farta produção de ouro começou a esgotar-se, pelo que a cidade entrou em decadência. A partir de 1750, porém, Cuiabá tornou-se entreposto comercial e centro de abastecimento das regiões de Rosário, Diamantino e Livramento. O rio Cuiabá assegurava o acesso ao pantanal dinamizando esta região de criação bovina. Foi promovida a município em 1818 e em 1825 tornou-se capital provincial. Região próspera, em 1979 o desmembramento do Estado de Mato Grosso retirou a Cuiabá o controlo sobre a região mais desenvolvida do Sul do Estado. Cuiabá é, atualmente, o principal centro regional de Mato Grosso. Nela predominam as atividades do sector primário. A vida urbana assenta no comércio.


Os primeiros indícios de bandeirantes paulistas na região onde hoje fica cidade, datam de entre 1673 e 1682, quando da passagem de Manuel de Campos Bicudo pela região. Ele fundou o primeiro povoado da região, onde o rio Coxipó desagua no Cuiabá, batizado de São Gonçalo. Em 1718, chega ao local, já abandonado, a bandeira do sorocabano Pascoal Moreira Cabral. Em busca de indígenas, Moreira Cabral sobe pelo Coxipó, onde trava uma batalha, perdida, com os índios coxiponés.

 Com o ocorrido, voltam e, no caminho, encontram ouro. Deixam, então, a captura de índios para se dedicarem ao garimpo. Em 8 de abril de 1719, Pascoal assina a ata da fundação de Cuiabá no local conhecido como Forquilha, às margens do Coxipó, de forma a garantir os direitos pela descoberta à Capitania de São Paulo. A notícia da descoberta se espalha e a emigração para a região torna-se intensa. Em Outubro de 1722, índios escravos de Miguel Sutil, também bandeirante sorocabano, descobrem às margens do córrego da Prainha, grande quantidade de ouro, maior que a encontrada anteriormente na Forquilha. O afluxo de pessoas torna-se grande e até a população da Forquilha muda-se para perto desse novo achado. Em 1723, já está erguida a igreja matriz dedicada ao Senhor Bom Jesus de Cuiabá, onde hoje é a Basílica. Já em 1726, chega o capitão-general governador da Capitania de São Paulo, Rodrigo César de Menezes, como representante do Estado português na cobrança de imposto. Em 1º de Janeiro de 1727, Cuiabá é elevada à categoria de vila, com o nome de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá. Tem-se muito confundido a fundação do arraial da Forquilha por questões ideológicas. Estudos historiográficos há muito já traçam a diferença entre uma e outra fundação, alegando-se que 1° de Janeiro seria a data de elevação do arraial da Forquilha à categoria de vila, o que é um dissenso, pois não se pode fundar um município num lugar que só viria a ser descoberto anos depois. Porém, a data de 8 de Abril se firmou enquanto data do município, desejosa de ser a primeira do oeste brasileiro. Logo, contudo, as lavras mostraram-se menores que o esperado, o que acarretou um abandono de parte da população.

  Cuiabá foi elevada à condição de cidade em 17 de Setembro de 1818, tornando-se a capital da então província de Mato Grosso em 28 de Agosto de 1835 (antes a capital era Vila Bela da Santíssima Trindade). Mas, mesmo a mudança da capital para o município não é suficiente para impulsionar o desenvolvimento. Com a Guerra do Paraguai, Mato Grosso é invadido. Várias cidades são atacadas, mas as batalhas não chegam à capital. A maior baixa se dá com uma epidemia de varíola trazida pelos soldados que retomaram dos paraguaios o município de Corumbá. Entre 1864 e 1870, o Pantanal abrigou um dos principais conflitos da América do Sul: a Guerra do Paraguai. 

De um lado, a Tríplice Aliança, formada por Uruguai, Argentina e Brasil, além do apoio da Inglaterra. Do outro, o Paraguai, liderado por Solano Lopez. Seus soldados invadiram o Mato Grosso e conquistaram várias cidades como Corumbá e Cáceres, provocando o êxodo dos fazendeiros e da população urbana para Cuiabá. Mesmo assim o poderio da Tríplice Aliança foi vitorioso, mas pouco sobrou das cidades e fazendas pantaneiras. O gado sobrevivente tornou-se disperso e selvagem. Terminada a guerra, os antigos povoadores retornavam a Cuiabá. Houve um grande afluxo de capital estrangeiro, a redivisão das grandes propriedades rurais e a reabertura da navegação fluvial do rio Paraguai até ao estuário do Prata, entre Buenos Aires (Argentina) e Montevidéu (Uruguai). Com a derrota do Paraguai, o Brasil ampliou seu território na região, incorporando cerca de 47.000km2 de terras pertencentes ao Paraguai. Parte dessa área conquistada integra o Pantanal mato-grossense. Metade dos cerca de 12 mil habitantes morre infetada. Somente após a Guerra do Paraguai e o retorno da navegação pelas bacias dos rios Paraguai, Cuiabá e Paraná é que o município se desenvolve economicamente. A economia esteve nesse período baseada na cana-de-açúcar e na extração de minério. Esse momento produtivo não duraria muito e o município volta a ficar estagnado, desta vez até 1930. A partir dessa data, o isolamento é quebrado com as ligações rodoviárias com Goiás e São Paulo e a aviação comercial. A explosão no crescimento se dá depois da década de 1950, com a transferência da Capital Federal e o programa de povoamento do interior do país. Nas décadas de 1970 e 1980, o município cresce muito, mas os serviços e a infra-estrutura não se expandem com a mesma rapidez.

  

O agro negócio se expande pelo estado e o município começa a se modernizar e industrializar. Depois de 1990, a taxa de crescimento populacional diminui, e o turismo começa a ser visto como fonte de renda. Com quase 530 mil habitantes, o município convive com o trânsito tumultuado, a violência crescente, a falta de saneamento básico e a desigualdade social. Cuiabá faz limite com os municípios de Chapada dos Guimarães, Campo Verde, Santo António do Leverger, Várzea Grande, Jangada e Acorizal. É um entroncamento rodoviário-aéreo-fluvial e o centro geodésico da América do Sul, nas coordenadas 15°35'56",80 de latitude sul e 56°06'05",55 de longitude oeste. Situado na atual praça Pascoal Moreira Cabral, foi determinado por Marechal Cândido Rondon, em 1909,

(o correto ponto do centro geodésico já foi contestado, mas cálculos feitos pelo Exército Brasileiro confirmaram as coordenadas do marco calculadas por Rondon). O município é cercado por três grandes ecossistemas: a amazónia, o cerrado e o pantanal; 

 Está próximo da Chapada dos Guimarães

 E ainda é considerado a porta de entrada da floresta amazónica. A vegetação predominante no município é o cerrado, desde suas variantes mais arbustivas até às matas mais densas à beira dos cursos de água. Cuiabá é abastecida pelo rio Cuiabá, afluente do Rio Paraguai e limite entre a capital e Várzea Grande. O município encontra-se no divisor de águas das bacias Amazónica e Platina e é banhado também pelos rios Coxipó-Açu, Pari, Mutuca, Claro, Coxipó, Aricá, Manso, São Lourenço, das Mortes, Cumbuca, Suspiro, Coluene, Jangada, Casca, Cachoeirinha e Aricazinho, além de córregos e ribeirões. O clima é tropical quente e húmido. As chuvas concentram-se de Setembro a Abril, enquanto que no resto do ano as massas de ar seco sobre o centro do Brasil inibem as formações chuvosas. Nesses meses são comuns a chegada de frentes frias vindas do sul do país, deixando o clima frio e húmido. Quando essas frentes se dissipam, o calor, associado à fumaça produzida pelas constantes queimadas nessa época, faz a humidade relativa do ar cair a níveis baixos, às vezes abaixo dos 15%, aumentando os casos de doenças respiratórias. A precipitação média anual é de 1.469,4 mm, com intensidade máxima em Janeiro, Fevereiro e Março. A temperatura máxima média chega a 34,1ºC, mas as máximas absolutas chegam a mais de 40ºC. A mínima média em Julho, o mês mais frio, é de 16,0ºC. O quadro geomorfológico do município é, em grande parte, representado pelo Planalto da Casca e pela Depressão Cuiabana. Predominam os relevos de baixa amplitude com altitudes que variam de 146 a 250 metros na área da própria cidade”.

 

Fonte: caestamonos.org

Foto Hotel Real de Cuiabá

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