Brumadinho.

Brumadinho.

Sombra a morte,

no vale do desespero.

Estrondoso dia,

de lama, dor e enterro.

 

Fúria da natureza,

na ruptura da obra humana.

Desrespeito da força estática,

levando no torso a dor, água e lama.

 

O vale se faz noite,

o choro ecoa e reclama.

A saudade daqueles,

que deixou aqui quem os ama.

 

Corpos espalhados e submersos,

debaixo de muita lama.

Que chora hoje em meus versos,

por aquele que já não “reclama”.

 

 

Lama de incompetência e desrespeito,

que matou bichos, sonhos e gente.

Lavrou em nossa a história,

a certeza!

Que o maldito dinheiro compra a vida da gente.

 

 

Brumadinho.

Autor: Leandro Campos Alves

Foto: Defesanet - Piloto Major Karla Lessa conduz resgate dramático

 

Meus Poemas.

Brumadinho.

Sombra a morte, no vale do desespero. Estrondoso dia, de lama, dor e enterro.   Fúria da natureza, na ruptura da obra humana. Desrespeito da força estática, levando no torso a dor, água e lama.   O vale se faz noite, o choro ecoa e reclama. A saudade daqueles, que deixou aqui quem os...

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