Andarilhos

Andarilhos

Sinopse

 

“O Sertão é o Mundo”, disse, certa vez, Guimarães Rosa. O mesmo poderíamos dizer sobre o Pampa, esta espécie de sertão meridional que baralha fronteiras e entremescla muitas pátrias. É no vasto e inesgotável, rico e melancólico mundo pampiano que transitam os personagens de R. Tavares: Pedro Guarany, changador marcado por uma antiga tragédia; João Fôia, lacônico homem cuja real personalidade é um mistério; e o francês Alphonse Saint Dominguet, cujo olhar forasteiro revela a estranheza, os arcaísmos e a alma profunda destes rincões à margem do mundo.  

Esses três andarilhos se reúnem em uma improvável comitiva de viagem, passando por cenários pitorescos, enfrentando ameaças e, principalmente, o passado - sempre à espreita (como um tigre nas matas) - pronto para cobrar seus tributos.

Trata-se de uma história que envolve temas universais, como o amor, a perda, amizade e (quem sabe) a redenção, e que apresenta grandes e verossímeis personagens - que criam empatia logo nos primeiros traços.

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R.Tavares – Biografia

 

O escritor R. Tavares é advogado trabalhista e escritor. Busca as temáticas universais, alternando suspense, terror e fantasia, porém sempre pintados com referências regionais. Acredita que o domda escrita pode – e deve – ser aperfeiçoado através do estudo das técnicas narrativas dominantes. Além disso, é um leitor compulsivo e trás toda essa bagagem de leitura em seus textos. Especializou-se em Criação Literária pela Universidade da Região da Campanha, além de frequentar inúmeras oficinas de escrita criativa, ministrada por palestrantes como Alcy Cheuiche, Letícia Wierzchowski, André Vianco, Tiago Novaes, dentre outros.

 

O que R. Tavares diz sobre sua escrita?

Por isso, escrevo…
Tavares para muitos. Rodrigo para poucos. Nasci aos vinte e nove dias do mês de outubro de 1986. Tive uma infância alegre, conheci por aí os meus grandes amigos que, graças a Deus, conservo até hoje.

Fui aquele guri educado, sempre adorei conversar com os mais velhos, muito apegado a minha família, em especial aos meus pais, e minhas avós. Aquele tipo de criança com jeito de gente grande.

Nunca gostei de brinquedos eletrônicos. Sempre preferi assistir a um bom filme, brincar com meus bonecos. Foi aí onde criei minhas primeiras histórias. Fantasias… Sempre tive o estranho hábito de conversar sozinho. As pessoas na rua às vezes reparavam, e eu assoviava, para fingir que estava cantando alguma música.

As melhores lembranças estão nos churrascos de família, feitos pelo meu pai, a mãe me mandando estudar, os verões que passamos no Cassino, as temporadas na estância, as campereadas no zaino velho, as pescarias, os anos no Colégio Espírito Santo, a vergonhosa dificuldade para aprender a andar de bicicleta.

Embora me considere simpático, faço o tipo observador. Gosto de entender os outros, procuro ouvir mais do que falar. Acredito que, em algumas ocasiões, o silêncio é o melhor dos conselhos.

Carrego comigo uma inquietude muito grande, que sempre me motiva a dar novos passos, trilhar outros caminhos. A música me encanta, me acompanha, me inspira. Mas a poesia ficou pequena para expressar tudo àquilo que guardo em meus segredos.

O medo é meu companheiro. Medo de errar, medo de não conseguir. Medo de não ter tempo para fazer tudo aquilo que quero e planejo.

As palavras permitem que eu mate esse medo do incerto. São elas que diminuem a saudade que sinto de tudo que não vivi e que gostaria de ter vivido, de tudo que não fui e gostaria de ter sido, de todos que não conheci e gostaria de ter conhecido. De todos que convivi, mas já partiram para um outro plano.

É por isso que eu escrevo. Preciso dividir com os outros tudo o que povoa minha mente.
Convido todos vocês a curtirem minha página no Facebook e a acompanhar meus projetos de escrita, crônicas, contos e o material do nosso coletivo de autores, a Oficina Fantástica.

Fonte: R. Tavares

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