Ana Paula Moraes.

Ana Paula Moraes.

        Quero apresentar o trabalho da poetisa Ana Paula Moraes, que nos presenteia com suas obras Sinfonia da Vida, e seu texto sobre os vinte anos de saudades do nosso Ayrton Senna.

 

Sinfonia da vida.

 


Viver é brincar de orquestrar a vida
Até o momento da partida
É se deixar levar pelo ritmo que tocar
Não permitir que o medo possa atrapalhar

Melodias e letras unidas ao seu dispor
Estamos livres para compor
São infinitas oportunidades
Muitas notas de possibilidades

Seguimos compondo nossa vida
E que ela seja mais alegre que sofrida
A cada dia surge um novo tom
Criar um som é mais que um dom

Gosto de melodias inusitadas
De composições apaixonadas
Cada nota vou sorvendo
Em cada acorde me envolvendo

Afinal a vida é uma grande sinfonia
Milhares de notas em perfeita harmonia
É possível dançar, tocar e cantar
E se preciso, vale improvisar.

 

 

Escrito por Ana Paula Moraes.

Meu amor por você...

 

 



Meu amor por você
É bonito de se ver
Reflete no meu olhar
Transforma deserto em mar
 
Meu amor por você
Não tem hora para acontecer
Passou do sonho à realidade
É a mais simples perfeita verdade
 
Meu amor por você 
É o que de mais belo devo ter
Não tem peso e nem medida
É tudo de bom que há na vida
 
Meu amor por você
Jamais parou de crescer
Criou asas ganhou os céus
Fez da minha vida - carrossel
Puro encanto - doce mel.

 

 

O eterno Ayrton Senna do Brasil.

 

 

        Não é fácil falar desse homem, do que ele significou para nós brasileiros, de como foi capaz de nos trazer alegria e afastar qualquer problema por alguns instantes nos dias de domingo...
        Quem viveu no período em que a Fórmula 1 era para nós, quase que como o futebol, sabe do que eu estou falando...
Senna era brilhante, tinha uma estrela na testa e vitória nos olhos, ele conseguia nos hipnotizar nas manhãs de domingo e o dia só começava depois que ele corria. E na maioria das vezes o domingo era ainda melhor quando ele ganhava, e a cada nova conquista, a cada nova vitória mais próximos ficávamos.
Senna tinha o dom de pintar nosso peito de verde e amarelo, mesmo com todos os problemas que o Brasil tinha há mais de 20 anos. Ele conseguia plantar em cada um de nós o orgulho em ser brasileiro. Vendo o orgulho refletido em seus olhos, no momento em que ele segurava a nossa bandeira brasileira, balançando efusivamente a cada nova conquista.
        E por alguns minutos a música que ecoava na TV nos tirava de órbita e arrepiava todo o corpo e chegava até a nossa alma...
        Quando chovia, a festa começava antes, pois a vitória era quase certa, ele pilotava com maestria na chuva, não tinha medo, não tinha limites, testava a si mesmo e a máquina a todo instante, ele se divertia, corria com prazer, fez diversas corridas inacreditáveis e históricas, encheu nosso peito de um patriotismo que era reflexo do dele, e fez por anos, com que os brasileiros acordassem mais cedo aos domingos para torcer, se alegrar e se emocionar e comemorar com ele... Ele trazia para o povo brasileiro uma esperança que não se pode explicar...
        Eu era um desses brasileiros, ainda sou, mas com menos brilho aos domingos, com menos emoção e menos comemorações.
        Lembro que no dia da última corrida, o Brasil ficou em silêncio quando ao invés de sair do carro esbravejando e furioso, como era de costume quando o carro não o obedecia, ou algo fora do planejado acontecia, mas ele não saiu. E aqueles segundos angustiantes onde eu  mal conseguia piscar ou respirar, pareciam infinitos... A esperança de vê-lo saindo do carro de fórmula 1, coisa que não acontecia, foi se minimizando... E não aconteceu!
        E muito se falava do estado dele, mas nada de concreto, nada definitivo, e Senna nos deu ali naquele momento, na hora da sua partida, a nossa última esperança...
        Mas, quando finalmente ele foi socorrido, vê-lo ali sem reação, foi algo tão angustiante que não se pode expressar, a sensação que algo estava muito errado tomou conta de cada um que assistia petrificado o rumo daquela corrida, quando a notícia de sua morte chegou, ninguém acreditou, caiu como uma bomba na casa de casa brasileiro, cada um sentiu como se tivesse perdido um parente próximo. A sensação de perda era enorme e parecia absurdo que aquilo estivesse realmente acontecendo. Heróis deveriam ser imortais... A reação era de negação. Parecia mentira...
        Confesso que fiquei chocada, arrasada e chorei... E ainda hoje, quando leio algo falando sobre ele, sobre quem ele foi e o que significou, mexe comigo e com minhas emoções, confesso que quando toca a música que tocava quando ele ganhava, ainda me arrepia e emociona,e sempre me remete a Senna, as suas conquistas e as nossas comemorações.
        E tenho a sensação que o tema musical de Ayrton Senna do Brasil deveria ser proibida de tocar com outros pilotos ou com outro sentido. A música de Senna, deveria ser só dele. Afinal é dele em nossos corações, nos corações de quem teve o prazer de vê-lo aos domingos.
        E quem não entende o luto que o Brasil ainda veste, mesmo após 20 anos, certamente não teve a satisfação de dividir com ele os domingos, e por algumas vezes, outros dias da semana... Portanto não poderá jamais entender o que ele representou e representa para nós brasileiros, um mito, um herói, mais que um ídolo, um marco.
        Alguém que mostrava em atitudes, que tinha prazer e orgulho em ser brasileiro, que nos passava essa vontade de ser patriota, esse orgulho e alegria que poucas vezes sentimos... Essa esperança que é possível ser vencedor, ser campeão e ter orgulho de ser brasileiro.

Escrito por Ana Paula Moraes.

 

Viver não é existir...

 



De que adianta fingir
Seus desejos reprimir
Se entristecer, se ferir
E ainda assim sorrir
Viver não é apenas existir...

Sorrir com vontade de chorar
Se esforçar para lágrimas evitar 
Encobrir os problemas para não enxergar
Tapar o sol com a peneira
Sentr-se mal por bobeira
Participar de uma vida sem estar inteira
É se conformar em ler
Quando deveria se decidir por escrever
É preciso atitude para a situação reverter
Não basta querer
Reflita, isso não é viver

Se algo já morreu dentro de você
Pra que esperar?
Porquê não, a página virar?
Medo de sobreviver?
De ser mais forte que pensa ser?
De se arrepender ou de se surpreender?
Pode ser apenas medo de ser feliz?
De degustar a vida como sempre quis
Você é quem diz...

O tempo é muito curto para se acomodar
Para empatar a felicidade de chegar
Aceitar a tristeza por covardia
Quando poderia ser definida por alegria
Para buscar da sociedade simpatia...
Qual a finalidade?
Bom é ser feliz de verdade
Estar de bem com seu interior
Que importa a definição dos outros de pudor?
Aceitar convenções - É calar corações
É um preço muito alto a se pagar
Calar, quase sempre significa se machucar
Dê uma chance para a felicidade te encontrar
Viver uma vida sem você
Desculpe! Mas, isso não é viver.
 
Escrito por Ana Paula Moraes.

 

        Convido a todos a conhecerem mais de seus trabalhos através de seu blog, “poemas, poesias e pensamentos.” Link: paulamlima.blogspot.com.br/, a todos nossos amigos nós desejamos boa leitura e fiquem com Deus.

Textos acima faz parte do Blog “Poemas, poesias e pensamentos.”

 

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Poemas, crônicas e textos de diversos Autores.

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          Na maioria das vezes, um garimpeiro tem lapidar a pedra bruta para transformá-la na mais bela joia, retirando de suas formas e cores o seu brilho mais reluzente, como este trabalho árduo da labuta do carimbo, nós trabalhadores...

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                       Andando por sites e blogs de meus amigos literários, deparei-me com o trabalho desta escritora e poetisa, Efigênia Coutinho.       ...

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        Eu estava pensando em meus projetos e em minha vida literária e, tudo que Deus está me proporcionando neste caminho, quando resolvi viajar pelos sonhos e poemas de meus confrades. Como faço todos os dias eu estava lendo alguns artigos, textos e poemas...

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        La vie est pleine de surprises qui fait pour une action, l'apprentissage de nouvelles connaissances. Ami que même dans un autre continent est présent.             Rêves, d'utopies, la reconnaissance et le respect, ces adjectifs sont...
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