Amgelica Maria Borges.

Amgelica Maria Borges.

                          Quero apresentar a minha amiga poetiza, Amgelica Maria Borges,  de  Porto Judeu, Azores, Portugal, que vem nos presentear o nosso intercambio cultural com seus belos sonetos.

                           A todos amigos, boa leitura.

Texto e Crítica.

Leandro Campos Alves.

 

Loucura

 

Minha alma é um berço de penas

depena a angustia que me embala

 ai depena uma por uma não para.

aborrece só ri só canta só fala

 

 fico na sede do sono não chega

 não tarda batidas na porta ruídos

querem entrar já fico com agonia

 são pensamentos intrusos bandidos

 

 socorro vão me embriagar não deixam

 trancam as janelas as portas fecham

 meu cérebro e indefeso recém nascido

 

 não deixam me dar de beber a loucura

 não assim tão nova assim tão pura

afastam de mim deixam o contido.

 

Angélica borges

(todos direitos reservados)

 

 

Inverno

 

anoiteci nos braços do inverno

aqueci me em sua pele gelada

embalada por rezas de mágua

 deixo me adoecer encharcada

 

 pelas suas lágrimas vindas da chuva

 inalando seus odores de agonia

saboreando seu paladar salino

aconchegada a um pedaço de noite fria

 

meu olhar pasmo poisou tristemente

de repente meu coração para e sente

como lhe pertencesse já eterno

 

compreendo bem sua dor e frustração

como tivesse nascido da mesma estação

das entranhas de um longo inverno.

 

Angélica borges (todos os direitos reservados)

 

 

Fado


Que ansiedade esta que me castiga 
Deste fado a lamentar dentro de mim
Transborda a fonte das minhas lágrimas
Criando rios de cantorias sem fim

Este cansaço do gemido da guitarra 
Faz me ser triste sem eu ser
Andar de luto coberta de vestes pretas
Debaixo deste manto,céu anoitecer

Não desponta de mim este fado
Anda comigo lado a lado
como se nada fosse cheio de calma

Oh gente deixai me assim chorar
Mais vale este fadário a cantar
Que a tanger dentro da alma.

Angélica borges
(todos os direitos reservados)

 

 

A vida 


a vida anda de pés descalços 
sobre pedras duras laminadas
pintando cor de carmesim
as ruas com suas pegadas

quando ela passa á tardinha
com pés calejados rosto demente
a quem diga "coitada já vem ela
sempre tristonha estará doente?"

seu silencio deixa todos a siderar
escuta se ave marias ao a ver passar
ela sempre inconsútil noite e dia

a vida nem a todos deixa impressão 
a outros faz lamentar de coração
aos que passarem nas pedras da agonia.

Angélica Borges
(todos os direitos reservados)

 

 

Noite dos poetas

a noite enfeita se cheia de graça 
para ouvir rezar os poetas tristes 
para escutar orações das lágrimas
que caiam das suas dacriocistes

andam os poetas como vultos 
a rojar como almas penadas
beijando os pés da noite
tenebrosa rainha das encantadas

que aos poetas todos encantou 
e na sua escuridão os cegou
deixando dormitar neste fadário

ai noite como podes tão salina rir
da dor que um poeta pode sentir 
por andar preso a teu calvário.

Angélica Borges
(todos os direitos reservados)

 

 

Ainda de Lembras?

ainda te lembras amor?
daquele beijo cheio de prosas
dos nossos lábios criar raízes
e da nossa saliva nascer rosas

ainda me lembro bem amor
tantas vezes passo naquele jardim
para colher um ramo de saudade
aconchegar as rosas junto a mim

faz me brotar tantas lembranças
e mesmo desfolhadas esperanças
vale sempre mais não esquecer

primavera vem sempre mais forte
ai amor venha temporal ou a morte
nosso rosal de beijos voltará a nascer.

Angélica Borges
(todos os direitos reservados)

 

Não vás.

fica mais um pouco meu amor
deixo de existir a cada silencio teu
habita meu coração não vaias já
reina vive em cada pedaço meu

declama espalha nosso amor
renasce a cada promessa esquecida
quero ouvir tanto tua voz sublime
dizer me que vou ser tua toda a vida

beija me toma me em teus braços
vamos amanhecer unidos como laços
com os nossos corpos cegos de nós

não vás amor espera que ainda e cedo
acordar de um sonho bom tenho medo
de ficar só eu e este amor que sinto a sós.

Angélica Borges
(todos os direitos reservados)

 

   Porquê?

Vai se lá compreender a morte

 vai se lá entender esta vida,  

 devia ser sublime estrada infinita,

 toda ela longa toda ela florida.

                  

Os anos não deviam ser segundos,

 o tempo não devia furtar nada,

 quem pode se prender todo tempo,

libertar a eternidade a alvorada.

 

Tudo e quimera colhida da miragem,

 andamos nós só numa passagem,

 que não damos conta ao ver passar.  

                                                                                       

 Ai meu Deus, porque tem de ser assim?

 Tudo com um princípio tudo com fim!

Mistério, pobre minha boca não sabe falar.

 

 Angélica Borges (todos os direitos reservados)

 

 

      Quem me Dera

 

 Quem me dera ser uma gaivota,

 para colher do sol lindas melodias

 letras ,poesias cheias de claridade

 e pode se canta-las assim floridas

 

Meus longos braços fossem asas.

Asas que voassem tanto,

enfeitada de penas leves virgens,

longe de todo o inferno e do pranto.

 

Meu repouso fosse um cantinho

de palhas douradas doce ninho

na árvore mais verde ingente.

 

Que bom seria ser uma gaivota

 na terra e no céu andar a volta,

 mas tropeço ,sou apenas gente.

 

Angélica Borges (todos os direitos reservados)

 

Bendito

Escrevo o que vai na minha alma
são versos que espalho ao vento,
toda a bruma dentro de mim cansa,
vai embora levando o meu tormento.

Vejam o sol a penetrar me nos versos,
aquecer a minha alma, que esta nua
a noite sinto paz com a luz da candura
quando declamo a olhar para a lua.

Meu corpo tem cheiro de alfazema,
cada vez que abraço um poema
e deixo me acalentar pela sua alegria.

Oh gente bendito o homem o poeta,
que fez da poesia uma porta aberta,
para a dor entrar ,ganhar asas e magia.

                                  

Angélica Borges 

(todos os direitos reservados)

 

      

  

Todos os direitos reservados,conforme artigo (Lei 9610/98)

 

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