Versos sem Destino.

Versos sem Destino.

    Com imenso carinho quero compartilhar com os amigos o nascimento de mais uma obra da Poetisa Paulista Luciana Bianchini.
Esta obra leva a minha assinatura na sua capa, e com imenso carinho agradeço a Escritora a referência feita a minha pessoa em seus agradecimentos.

    Um dia sonhamos, choramos, e sentimos todos sentimentos explodirem em nosso peito. Na solidão da noite e na companhia de nossos sentimentos, rabiscamos nossos primeiros versos, E com o nascer do novo dia, nascemos para o mundo. Parabéns Luciana por mais esta bela obra.
 

Leandro Campos Alves.

Abril de 2016

 

Conheçam os poemas e as primeiras páginas deste lançamento.

 

Todos os direitos são reservados. Publicado de acordo com original registrado e averbado na biblioteca nacional.

Proibida a reprodução total ou parcial desta obra, de qualquer forma ou por qualquer meio eletrônico, mecânico, inclusive por meio de processos xerográficos, sem permissão expressa dos autores (Lei número 9.610, de 19.02.98).       

 

 

Poemas.

 

Versos sem Destino.

Primeira Edição.

 

Luciana Bianchini

2016

 

Versos sem Destinos – Poemas

Primeira Edição 2016.

Luciana Bianchini.

 

Correção Ortográfica: Luciana Bianchini

 

Editora: Clube de Autores

 

Coordenação editorial: Leandro Campos Alves.

 

 

 

 

Projeto Gráfico, Diagramação eletrônica e capa:

Leandro Campos Alves.

 

 

Foto da Capa: Luciana Bianchini

 

 

 

 

 

 

Número de páginas: 121 
Edição: 1(2016) 
Formato: A5 - 14,8x21,0 
Coloração: Preto e branco 
Acabamento: Brochura c/ orelha
Tipo de papel: Offset 90g

 

Prefácio

 

    Sou imensamente grata primeiramente a Deus, segundo minha família, meus amigos, por estarem sempre ao meu lado.         Quero agradecer pelo mérito recebido do grupo de poesia Poetas que Choram e Amam onde tive o privilégio e a honra de ganhar Menção Honrosa, da Revista Poética Brasileira do editor e jornalista Mhario Lincoln da edição 12 de 2015 especial de Natal e da Antologia Logos Fênix entre 2015 e 2016 de Henrique L. Ramalho e Carmo Vasconcelos. Mais um sonho realizado, mais uma etapa vencida dentre muitas que ainda virão. Cada palavra escrita, cada letra, cada parágrafo foi feito com todo amor que havia em mim e os que ainda estavam por vir.

    Expressei neste livro, sentimentos das diversas formas, fé e inspirações que eu carreguei comigo durante muito tempo.

    É muita felicidade que não me cabe no peito.

    Venho aqui também agradecer a uma pessoa muito especial, na qual teve participação fundamental na edição do meu primeiro trabalho, o livro de poemas “Manuseio de Amar Você”, como nesta segunda publicação ao poeta e escritor Leandro Campos Alves. Ele foi o meu incentivador para que todo esse sonho se realizasse e se tornasse real em minha vida.

    Obrigado a cada um pelo apoio, pelo carinho e por apreciar o meu trabalho como poetisa e escritora.

     “É só sentir saudade que a poesia me abraça do seu jeito”

    “A poesia é um filho, mas quem precisa de alimento é o poeta.”

Luciana Tinoco Bianchini.

Boa leitura e muito obrigado!

 

 

 

 

 

Um só corpo, implora pela noite

 

 

Ajeite um pouco da tua noite para mim,

daquelas com bebidas extravagantes,
que nela, contenha o exagero do amor.
Mate minha sede extravagante
e despenque teu corpo sobre o meu.

 

Desses que deslaçam,

esquecem-se do mundo,

só para doarem tudo o que tem,
sem emendas, sem costuras...
Revivendo cada segundo.

 

Antes que a noite fique oscilante,

te peço, me ache, me ame.

Derrame em mim tudo o que senti.
Que no teu corpo haja amanhecer,

haja o meu amor, minha voz.

 

 

Dilato absolutamente tudo o que aprendi.

antes do nosso romper,
antes que você se vá de mim...
Estou prestes a demolir, despindo-me...       

 

 

Eu te vejo mais você não me vê

 

 

Você não me vê mais te vejo como
um cometa que deixa marcas pela Terra.


É assim que passa por mim.


Desarranja minhas palavras avulsas,
ensina-me a ser poeta.

Eu queria que estivesse aqui,

limpando meus olhos caídos de amor.


A saudade desnuda a poesia...
Não notou o céu incolor?

Descoloriu ao zarpar.

 

 

Vem florir minha alma

 

 

Resguarde-me quando o frio vier.
Seja minha esperança calma e abençoada.
Acenda os beijos sagrados que
em nós se transformaram em imensidão.

 

Multiplica minha voz tão extensa.
Enche-me de rosas, margaridas.
Espalhe o cheiro delas onde
o amor esbanjar seus afazeres.

 

Meus abraços gostam de lhe ver
passar por mim.
Que sejam todos os dias da minha vida.

 

Entrarei pela tua janela, mansa.
Mal ouvirá meus passos, ruídos ou trombetas.
É no teu coração que este amor pede pra florear.

 

 

 

Coração Matuto

 

 

Antes que meu coração
se apaixone perdidamente,

vou colocá-lo numa cesta
bem macia cheia de frutas.

 

Trocar os lençóis brancos
por coloridos e carinhosos,

ver o nascer do arco-íris

de frente pra minha janela.



Andar a cavalo pela grama
molhada com saudade;

cochilar minhas lembranças

sobre teu cheiro.

 

Beber toda água da bica...
Me permitir amar antes

que este coração matuto,

por você morra de amor.

 

 

As asas que se despedem

 

 

Um dia empoleirei metade
das asas ao vento.

 

Aqueci minha alma
na despedida,

mas, a saudade
arrastou-me pelo céu
sem promessas
e me desalentou...

 

Prenda-se nestas mãos
que te escrevem...

 

Adentre-se logo,

já é tarde
antes que todas as asas
do mundo esmoreçam
e se despeçam.

 

 

 

Permanecer

 

 

É neste chão com o mínimo
de cor que componho.
Nas asperezas da vida,

sobre o pó desfilei

meus pensamentos.

Eu tenho aquela saudade soterrada
que o amor abrigou...
Virou outono, e se foi pela poeira fina.
Enfeitou minhas lágrimas entristecidas.

Abandona-me logo choro sem verso...
Choro de outros carnavais.
Consegui me aquecer durante o inverno.

Tenho chuvas dentro de mim molhando-me.
Elas florescem os brotos do solo

desprendendo-se sem chorar...
 

Há vivência nas palavras,

há um versejar sobre a mesa,

que um dia amei.

 

 

Inquietude

 

Minha sombra não
se aquieta,

acompanha a tua por onde vai,

por onde vem.

 

Minha face te ouve,

dentro dela onde há silêncio.
Pela estrada tensa,
soterro meu amor.

 

É tanta saudade,

que eu desejo estar
em você o tempo todo.

 

Venha colorir minha primavera.
Entorne suas pétalas.

 

Minha sombra ama-te tanto,

que se torna extensa

dentro de um rio.

 

Imensidão latente,     
não me corte os ramos.
Ela aperta, beija,

e viceja só de amor.

 

 

Asas do vento

 

 

Pousei cedo meu corpo liso,
ficavam lotados de fragmentos,
de distâncias doloridas.

Insisto florindo um pouco de mim.
Exagero no pouso para que...
O meu amor me vista, com asas,
que plainam sobre a luz.

Trago pelo ar meu abraço.
Se perdia logo pelo sopro do vento...

A manhã era viçosa, cheia de chuva.

Naquele momento me vi dona de você...
Pobre utopia, saia deste convento.
Venha se expandir comigo do lado de fora.

O que tenho a minha volta é férvido,
alço voos, e vou lhe levar para voar.

           

 

 

Doce olhar

 

Sinto em mim, uma vontade
louca de esperar por você, sem
olhar no tempo ou distância.

 

Faço levezas

e pequenas gentilezas
de amá-lo pela janela.

 

Abro as cortinas,

e te remanejo em alto-mar.

 

Frestas, arejam meu rosto e faço
das humildes palavras, teu nome.

 

Por um fio, não beijo

tua boca ao vento trêmulo.

 

Estes que acariciam

meus cabelos e as roupas
frescas do verão.

 

Obrigada amor,

por me deixar pertencer
aos teus olhos, lá fora...
                 

 

 

Sonhos que eu invento

                                

Encontrei meus sonhos em você
que pertinho se avizinhava.
Me abeirei à sombra acanhada.
Ouvi um manso assobio.
Parecia um cântico de ninar.

Estou acalmando este
amor, mesmo longe, haverá de ser
meu um dia.
Já que me deixou visitar este ninho,
fecharei as cortinas do passado,
e viverei com você o presente.

Tens a alvura de todo o meu recanto.
A clareza e a serenidade, das pequeninas
gotas de chuva, que caem sobre
meus oceanos.
Minha vida é tua, mesmo que seja
debaixo do meu surdo murmúrio.