O Viajante

O Viajante

 

Coordenação Editorial:

Leandro Campos Alves.

 

Site Oficial:

http://www.escritor-leandro-campos-alves.com/

 

Projeto Gráfico e Diagramação eletrônica:

Leandro Campos Alves.

 

Editoras:

Clube de Autores 

E-book - Saraiva

 

Capa:

Leandro Campos Alves

 

Arte Final da Capa:

Leandro Campos Alves

 

Correção Ortográfica:

Nádia Maria Corrêa Gonçalves

 

Número de páginas: 421
Edição: 1(2017) 
Formato: A5 (14,8cm x 21cm) 

Coloração: Preto e branco 
Acabamento: Brochura s/ orelha 
Tipo de papel: Offset 75g

 Edição 2017.

 

Apresentação.

 

 Poesia.

        A poesia, ou texto lírico, é uma das sete artes tradicionais, pela qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos ou críticos, ou seja, ela retrata algo em que tudo pode acontecer dependendo da imaginação do autor assim como a do leitor. Poesia, segundo o modo de falar comum, quer dizer duas coisas. A arte, que a ensina, e a obra feita com a arte; a arte é a poesia, a obra poema, o poeta o artífice. O sentido da mensagem poética também pode ser, ainda, a forma estética a definir um texto como poético. A poesia compreende aspectos metafísicos e a possibilidade desses elementos transcenderem ao mundo fático. Esse é o terreno que compete verdadeiramente ao poeta.

        Num contexto mais alargado, a poesia aparece também identificada com a própria arte, o que tem razão de ser já que qualquer arte é, também, uma forma de linguagem (ainda que, não necessariamente, verbal). É a arte de poetizar que nos permite exprimir aquilo que está dentro de nós. Também pode ser encarado, como o modo de uma pessoa se expressar usando recursos linguísticos e estéticos.

 

        Estrofe é definida, na poesia moderna, como cada uma das seções que constituem um poema, ou seja cada agrupamento de versos, rimados ou não, com unidade de conteúdo e de ritmo. Apresentada geralmente como sinónimo de estância, difere desta quanto ao grau da referida unidade. Na mancha do poema, aparecem separadas por espaços em branco. Tal configuração retrata a pausa rítmica e lógica, mais evidente na estância do que na estrofe.

 

        Verso é cada uma das linhas que constitui uma estrofe num poema. Existe tanto a poesia prosaica, desprovida de características básicas, isto é, rima, métrica ou mesmo ritmo, quanto a prosa poética, impregnada na poesia. É necessário, contudo, conhecer a técnica adotada pelos clássicos.

 

Poesia Épica

 

        Em estudos clássicos, a poesia épica (em grego antigo: ἐπύλλιον, plural: ἐπύλλια, epyllia) é um género da literatura que se refere a um poema narrativo relativamente curto (ou episódios discretos dentro de um trabalho mais longo) que mostra afinidades formais com o épico, mas revela uma preocupação com temas e técnicas poéticas que não são, no geral, ou, pelo menos, primariamente características adequadamente épicas.

 

Epopeia

        A epopeia eterniza lendas a um texto em versos, tais como a Ilíada e a Odisseia, os quais têm a sua origem nas lendas sobre a Guerra de Troia. Mais tarde Aristóteles definiu as regras da epopeia a partir da Ilíada, a Odisseia, sendo que estas regras têm de ser cumpridas à risca para serem consideradas uma obra épica.

        A epopeia pertence ao gênero épico. Embora tenha fundamentos históricos, não representa os acontecimentos com fidelidade; geralmente reveste os acontecimentos relatados com conceitos morais e atos exemplares que funcionam como modelos de comportamento, além de atribuir um caráter quase divino ao herói.

        Epopeia é uma narrativa que apresenta com maior qualidade os fatos originalmente contados em versos. Os elementos dessa narrativa apresentam estas características: personagens, tempo, espaço, ação. Também pode conter factos heroicos muitas vezes transcorridos durante guerras.

        Epopeia é um poema épico ou lírico. Um poema heroico narrativo extenso, uma coleção de feitos, de fatos históricos, de um ou de vários indivíduos, reais, lendários ou mitológicos. A epopeia eterniza lendas seculares e tradições ancestrais, preservada ao longo dos tempos pela tradição oral ou escrita. A epopeia exalta um povo que é representado por um herói (exemplo: Os Portugueses em Lusíadas). Os primeiros grandes modelos ocidentais de epopeia são os poemas homéricos a Ilíada e a Odisseia, os quais têm a sua origem nas lendas sobre a guerra de Troia.

        Segundo Aristóteles, a epopeia é a imitação de homens superiores, em versos com metro único e forma narrativa, diferindo assim das tragédias. As epopeias não possuem limite de tempo ou espaço, tornando-se ilimitadas, diferindo assim das tragédias, que possuem tempo determinado, como por exemplo o período de um dia inteiro.

 

Os Lusíadas

 

        Os Lusíadas é uma obra poética do escritor Luís Vaz de Camões, considerada a epopeia portuguesa por excelência. Provavelmente concluída em 1556, foi publicada pela primeira vez em 1572 no período literário do classicismo, três anos após o regresso do autor do Oriente.

        A obra é composta de dez cantos, 1.102 estrofes e 8.816 versos que são oitavas decassílabas, sujeitas ao esquema rímico fixo AB ABAB CC – oitava rima camoniana. A ação central é a descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama, à volta da qual se vão descrevendo outros episódios da história de Portugal, glorificando o povo português.

        Os Lusíadas é constituído por dez partes, chamadas de cantos na lírica;

. Cada canto tem um número variável de estrofes (em média, 110);

. As estâncias são oitavas, tendo portanto oito versos; a rima é cruzada nos seis primeiros versos e emparelhada nos dois últimos (AB ABAB CC, ver na citação acima);

. Cada verso é constituído por dez sílabas métricas (decassilábico), na sua maioria heróicas (acentuadas nas sextas e décimas sílabas).

        Sendo Os Lusíadas um texto renascentista, não poderia deixar de seguir a estética grega que dava particular importância ao número de ouro. Assim, o clímax da narrativa, a chegada à Índia, foi colocada no ponto que divide a obra na proporção áurea (início do Canto VII).

        A estrutura interna relaciona-se com o conteúdo do texto. Esta obra mostra ser uma epopeia clássica ao dividir-se em quatro partes:

        Proposição - introdução, apresentação do assunto e dos heróis (estrofes 1 a 3 do Canto I);

        Invocação - o poeta invoca as ninfas do Tejo e pede-lhes a inspiração para escrever (estrofes 4 e 5 do Canto I);

        Dedicatória - o poeta dedica a obra ao rei D. Sebastião (estrofes 6 a 18 do Canto I);

        Narração - a narrativa da viagem, in medias res, partindo do meio da ação para voltar atrás no tempo e explicar o que aconteceu até ao momento na viagem de Vasco da Gama e na história de Portugal, e depois prosseguir na linha temporal.

        Por fim, há um epílogo a concluir a obra (estrofes 145 a 156 do Canto X).

        Camões lendo «Os Lusíadas» aos Frades de São Domingos (1929), de António Carneiro.

        Os planos temáticos da obra são:

        Plano da Viagem - onde se trata da viagem da descoberta do caminho marítimo para a Índia de Vasco da Gama e dos seus marinheiros;

        Plano da História de Portugal - são relatados episódios da história dos portugueses;

        Plano do Poeta - Camões refere-se a si mesmo enquanto poeta, admirador do povo e dos heróis portugueses;

        Plano da Mitologia - são descritas as influências e as intervenções dos deuses da mitologia greco-romana na ação dos heróis.

Fonte: Wikipédia

 

O Viajante.

 

        O Viajante, poema composto por quatro contos distintos, onde o narrador é o próprio Viajante em suas andanças.

        Relata em sua obra causos e histórias de personagens fictícios e algumas reais, passagens vividas pelo autor.

        A obra  foi escrita de 2013 a 2017.

        Um poema épico escrito pelo poeta brasileiro natural da cidade de Liberdade em Minas Gerais. 

        O viajante vem para contar a história de superação deste escritor mineiro, que não deixou a dislexia por fim em seus sonhos literários.

 

 

Esta Obra dou em honra e Glória a Deus,

Pois só ele é capaz de nos iluminar e inspirar.

 

 

        Agradeço a Deus pelo dom da escrita, pela qual somos ligados pela inspiração, e minhas mãos são o instrumento de sua vontade.

        Por Ele, obstáculos como a dislexia foram superados. Mesmo não compreendendo direito o som dos fonemas, aqui está minha obra, um poema que vem para acrescentar na literatura.

“O viajante”, construído com 2.022 estrofes e 10.875 versos, hoje supera o “Os Lusíadas” de Camões, com 1102 estrofes e 8816 versos, pois “Os Lusíadas” foi construído em 1556, obra que teve o título de maior poema por quase cinco séculos.

Também superou o maior poema épico da atualidade, “História da Cidade Maravilhosa”, com mais de 9.700 versos, do poeta e historiador Sérgio Gramático Júnior, publicado em novembro de 2015.

        “O viajante” poderá ser considerado o maior poema brasileiro da atualidade, mesmo possuindo uma construção contextual diferente da obra de Camões.

            Por este feito a Deus agradeço imensamente, que seu nome seja sempre louvado.

 

        Dedico este trabalho aos meus pais, irmãos, esposa e filhos, eles são a base de minha vida e a sustentabilidade de meu ser.

        Aos meus amigos que acompanham nosso trabalho.

      “Aos meus conterrâneos que serão conhecidos por esta Obra, pois através dela o nome de nossa cidade Liberdade, será fortalecido e conhecido por milhões de pessoas.

        Aos Mineiros e a todo povo brasileiro, que terá como autor do maior poema, que quebra o recorde secular de Camões, um nativo do nosso país.

        Dedico também aos sonhadores, pois sonhar é o primeiro degrau que se constrói no projeto chamado Vida.

        Viva aos sonhos, viva a vida, viva a história.

 

Convido a todos para conhecerem:

 

 

“O Viajante”

 

De história em história,

Bento começou sua última oratória.

Alguns já iam se levantando,

mas com o pedido de Bento,

todos foram novamente sentando,

e assim ele foi narrando.

 

Dessa fez o que aconteceu

foi com um amigo meu.

Ele é bem conhecido,

estou falando do Aparecido.

 

Este dia eu está junto dele,

e fui testemunha presente,

deste causo diferente.

 

No caminho do nosso destino,

eu estava meio entretido. 

Quanto Aparecido chamou a minha atenção,

mostrou como os homens não têm educação.

Ele mostrou-se indignado e muito descontente,

com os motoristas que estavam na nossa frente, 

conduzindo seus carros de forma imprudente.

 

Ele apontou a sua destra,

uma senhora parada no cruzamento,                                              

esperando um bom momento,

para atravessar em meio aquele movimento.

 

Ela era idosa com cabelos grisalhos,

vestia uma saia com um velho agasalho.

Em sua mão direita uma bengala de madeira,

que a auxiliava a caminhar a sua maneira.

 

Um passo perto do outro,

e assim ela caminhava,

de um lado pro outro.

 

Tinha certa deficiência,

isso era claro pela sua aparência,

seu corpo arqueado,

a deixava em evidência.

 

Eu mesmo concordei ao achar um absurdo,

os condutores fazerem de secos e mudos.

Ao ver a senhora esperando no passeio,

há uma hora mais ou menos eu creio. 

                                                                 

Ela tentava transpor aquela via,

e mesmo assim,

todos faziam que não a via.

Não faziam nenhuma cortesia.

Ou melhor,

ninguém fazia o que a lei exigia.

 

Neste momento vi o bom coração,

deste amigo,

que abrindo largo sorriso,

parou em transversal do cruzamento,

puxou o freio de estacionamento,

e desceu do veículo naquele exato momento.

 

Todo empolgado,

de um modo muito educado,

foi na direção daquela senhora,

a conduziu pelo cruzamento afora.

 

Ele a deixou com segurança do outro lado,

voltando todo despreocupado,

satisfeito por ter feito este belo ato.

 

Fiquei orgulhoso com meu amigo,

e ainda digo.

Ele me mostrou que para fazer o bem,

não precisa escolher alguém.

São nos pequenos detalhes,

que surgem em todos os lugares,

que nos fazem diferente,

neste mundo indiferente.

 

Ao chegar à porta do caminhão,

antes mesmo de pegar em sua direção,

tivemos outra hilária visão,

uma verdadeira confusão.

 

A idosa que foi o ato de sua boa ação,

que fez o Aparecido parar no cruzamento o caminhão,

já estava chegando ao mesmo lado da fachada,

que inicialmente ela estava parada.

Andando rapidamente desesperada,

talvez com medo de ser atropelada.

 

Não aguentei a curiosidade,

quis saber o porquê daquela mobilidade,

da senhora com aquela idade.

Desta vez fui eu que desci do caminhão,

deixando o transito caótico,

numa verdadeira confusão.

Não importando com o buzinaço,

que ouvi a cada passo.

 

A ela indaguei o porquê de voltar,

para o mesmo lugar,

que antes ela estava a esperar.

 

Calmamente ela me falou...

 

“Ninguém me perguntou,

porque eu estava parada aqui,

ou se era para o outro lado,

que eu queria ir.

 

O jovem me pegou pelas mãos,

e me levou para outra direção,

não quis saber a minha opinião,

simplesmente me levou com toda educação.

 

Para não ser mau educada,

com a gentileza a mim aplicada,

que acompanhei o jovem a outra fachada.

Também tive medo,

achei que doído podia estar o rapaz,

ou ele podia ser mentalmente incapaz.

 

Para não discordar,

daquele ato sem esperar,

eu me pus ao seu lado caminhar.

Mas eu não queria sair do lugar,

pois ali eu estava esperar,

uma amiga que comigo ia caminhar.

 

Como tudo aconteceu num súbito relampejar,

eu fiquei sem ter como negar,

por motivo que antes eu pus a narrar,

ou pelo ato do próximo amar.”

 

Para ser gentil e entrar em frias,

basta andar comigo,

ou ser apenas um bom amigo.

 

 

Páginas 217 à 220...

 

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