BlogPost Patrícia Dantas.

BlogPost Patrícia Dantas.

 

                Algumas vezes a gente entra por caminhos que não conhecemos, simplesmente vivemos os momentos.

                Eu nunca havia perguntado ao meu eu interior, o porquê de ser um Escritor?   Mesmo tendo que driblar as normas que regem a nossa língua, e uma dislexia que o destino deixou a minha porta, a vida me presenteou com este dom.  Que como o sonhar inocente de uma criança, redigimos nossas utopias e histórias, para serem compartilhadas com o mundo, mesmo que meu mundo seja do tamanho do mundo de uma criança, " infinito talvez, ou quem sabe? É apenas do tamanho de nossa casa. "

                 Mas enfim, são nossos sonhos, poemas, romances.

                Porém ao entrar no mundo literário, fui novamente presenteado com a amizade de vários, Escritores, Poetas e boêmios.  Também de pessoas especiais ou comuns, mas amigos, que mesmo a distância nós mantemos contados e trocamos sonhos e ideais.

               Hoje em especial, deparei com o trabalho de uma amiga, que muito me chamou a atenção, exatamente por dar-me a resposta daquilo que ainda não havia pergunta, porque ser um Escritor? 

               Então quero apresentar a Escritora Patrícia Dantas e, seu belo trabalho que me trouxe a resposta. 

 

                  

 
 
 

 

Somos a face dos nossos personagens

 

         Quando decidi ser escritora, uma espécie de amadora confessional,                                                                                                       foi por encanto, estilo e curiosidade. Tudo o que eu observava partia de mim e das pessoas,                                                                          ou no sentido contrário, tanto faz. Se eu soubesse que era fácil escrever no universo ficção já teria escrito.                                             Para mim, não é! Gosto das minhas histórias e das histórias dos outros, da forma individual e particular de                                                    cada  uma e do modo que cada história ganha vida pelo olhar de uma escritor.

 

         Cavar a terra cada vez mais fundo para plantar uma minúscula semente e esperar todo o seu                                                           ciclo natural, pacientemente! Assim também se dá com nossos escritos e leituras, tudo exige tempo.                                                          É como uma fórmula, podemos estar entre o sucesso e a decepção. Tudo dependerá do que foi criado                                                          e da sua aceitação.   É como alguém que poderá se sentir rejeitado pela maioria,                                                                                        mas aceito por uma minoria que aprecia seu jeito único de ser.

 

          Escrever é algo interior, que permanece inteiro, às vezes sem muito espaço ou nada de                                                                      tréguas dentro da gente;   é algo insistente diante de muitos nãos; é algo que explode e a qualquer                                                         momento dominará o mundo.    É isto que queremos. Desejamos compartilhar e trocar experiências,                                                           ser lidos e degustados, ser os preferidos ou ganhar um segundo lugar. Está aí nossa fórmula do sucesso.

 

           E nossos personagens, cadê? É com eles que alcançaremos também nossos voos mais altos,                                                          tropeços, invenções, crises, glórias, contentamentos, desilusões, esperanças; é com eles que                                                                 podemos seguir em frente ou dar uma pausa; sim, é com eles que nos identificaremos                                                                                   ou criaremos meros desconhecidos; é com eles que aprendemos que a vida é uma turbulência                                                                              de acontecimentos nem sempre tão ajustados; é com eles que descobrimos quem somos;                                                                        é com eles que seremos um misto de realidade e ilusões.                                                                                                                         Estaremos a sós, com eles, em muitos momentos de nossas vidas.

                                                                       "  Patricia Dantas."
                
 
 

A mais envolvente das ficções

 
Imagem: Marilyn Monroe


  

 

Era para ser do imaginário, qualquer coisa fugidia, fora da perceptível e dura realidade. Mas ela não se sustentava em si, nem acreditava que era capaz de se afastar aos poucos da “nuvem” (foi como passou a chamar o seu modo de pesar sobre as coisas, seu comportamento inusitado e torpe). Mas queria e sabia que podia realizar o que chamou de sua transfiguração – dera um sentido místico e sagrado a sua porta de entrada, ao seu íntimo intocável pelas mãos dos outros, pois jamais tiveram sequer qualquer controle sobre ela.           

 

Sabia que agora estava defronte ao desconforto do acaso da novidade. Seu novo caminho era andar por um tapete limpo, intocável, imaculado – seguindo pelo seu profundo e particular misticismo – e se libertar da sua irritabilidade e instabilidade com a normalidade azul que a transpassara e a atingira em cheio,como uma prisão invisível que maltrata e sucumbe o instinto responsável pelas sutis vontades inconfessáveis. Em poucos dias estaria o mais distante possível da realidade.

 


         (Lembrava todos àqueles momentos em que se deixava envolver em casos amorosos que surgiam como meros acasos, coincidências ou o inexplicável que costumava sugar suas energias. Tudo parecia mais algo vivo em movimento, eram mesmo seres que rolavam no ar, em todas as direções, anunciando suas presenças breves mas cada vez mais fortalecidas. Via-os, sentia-os, ignorava-os. Já não podiam conviver na mesma pessoa. Sugavam as energias dela por completo porque ela se entregava sempre ao desconhecido.)           

 

Haveria ainda tempo para algo que não a delimitasse em amores, paixões e outros tipos de arrebatamentos? –perguntava-se ansiosamente e logo vinha a resposta: “Tudo depende da intensidade que tens pelas coisas que te cercam, pelas prioridades das suas conquistas.” Foi assim que preferiu abrir seu leque de opções de tudo o quanto fosse possível e também pudesse cair na impossibilidade de existir.         

 

A partir daí, passaria horas ou dias de recuperação ininterrupta, imersa em pensamentos e reflexões que lhe roubariam o fôlego de noites adentro. Não haveria vinhos, conhaques ou vodcas cortantes que pudessem aliviar seu estado de sobrevivente autônoma de si mesma. 

 

Era sua liberdade que estava em jogo e talvez pudesse alcançar também o estado da felicidade, ou descobrisse enfim que o paradoxo das suas escolhas fizesse algum sentido.        Procurava uma saída, era otimista o suficiente para continuar, afinal, sempre fora a dona e senhora que respeitava o que tinha diante de si e da vida que levava, não importava onde estivesse. Agora teria que mudar - sem pausas ou interrupções- era sua necessidade real que dependia da sua criação interior. Passou então a conhecer outros seres que começaram a pousar lentamente e se demorar mais para irem embora. Não se conhecia a ponto de saber suas estadas em outros ambientes, mas podia sentir e visualizar marcas gravadas em sua pele que contavam suas histórias, narrações entrecortadas, gradações de desfechos que em nada poderiam enganar uma essência tão convicta do que era capaz, mas que não pudera jamais revelar parte do que fora, não ousaria desfilar seus atos como os atores em uma peça teatral. Talvez tudo fosse articulado num grande palco, mas sabia que existia doses de ilusões e realidades que persistiam gravados numa teia montada para suportar a melodia que acompanha os tangos e tragédias.  

        

Nem seus pés aparentemente no chão davam conta de tocar em frente o que estava por vir, era o momento que chegava - o transeunte perdido no espaço - que mais lhe importava. Precisava estar sempre diante do irretocável presente, com os pés sentindo o chão que pisava. Necessitava sobretudo da ocasião inescapável.

 
 
Para conhecer melhora a Escritora Patrícia Dantas e seu trabalho, acessem o link abaixo, e boa leitura.
 

 

 

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