Algodão doce.

Algodão doce.

 

        Com não falar em algodão doce, sem citar aniversários, crianças e alegria.

        Mas para quem acha que esta guloseima é um doce apenas de criança, se engana, pois há alguns anos atrás, eu fui com um amigo em um aniversário de um primo, e este amigo era alucinado por este doce, mas eu não sabia só fui descobrir no dia.

        O aniversário estava superanimado, tinha doces, bolo e o tal algodão doce, e este meu amigo, vamos chamá-lo de Campos, é um jovem senhor com seus quarenta anos, alto e muito brincalhão.

        Sempre cercado de muitos amigos e com uma conversa agradável, e se bem me lembro, eu nunca o havia visto sentir vergonha, isso é, na realidade achava mesmo que ele não tinha era vergonha, tamanha desenvoltura de Campos.

        Porém neste aniversário eu descobriria que ter vergonha é um sentimento que todos um dia sentem.

        A festa estava alegre, mas em certo momento eu percebi que Campos estava inquieto, ele ameaçava levantar da cadeira que estava sentado, e logo em seguida voltava a sentar. Assim, Campos procedeu por umas dez vezes conforme minhas contas.

        Eu não poderia deixar a minha curiosidade tomar conta de mim, então indiscretamente perguntei ao amigo, o porquê daquela inquietude. Campos confessou-me que era alucinado por algodão doce, e que estava com a boca cheia d’água ao sentir o cheiro do doce na festa, mas sempre que ele ameaçava levantar para buscar o doce, uma fila enorme de crianças se formava rapidamente ao redor da máquina de algodão.

        Lógico que educado como ele é, Campos ficava constrangido em entrar na fila junto com a criançada.

        Eu ofereci-me para buscar o doce para meu amigo, porém era só a máquina começar a girar, e lá estava a fila de crianças.

        Eu confesso que também fiquei com vergonha de enfrentar a fila.

        Foi quando estrategicamente, Campos chamou um dos meninos da festa e pediu a ele que pegasse um palito de algodão doce para ele, e como forma de compensação, Campos lhe daria uma moeda de um real pelo préstimo.

O olhar do menino brilhou na hora, da mesma forma que a sua língua solta avisou em voz alta para os seus amiguinhos do salão a novidade.

        __ “Turma, o careca aqui está dando um real para quem trazer algodão doce para ele.”

        A vergonha é uma dádiva de todos, pois Campos ficou vermelho ao ver que todos olhavam para nossa mesa, da mesma forma que sobre a mesa eram empilhados palitos e mais palitos de algodão doce, formando uma fila de crianças esperando as suas moedas.

        Ah!  Algodão doce das crianças, dos jovens e adultos!

        Doce, saboroso e cheiroso que marca nossa infância, e porque não dizer, marca também nossa história.

 

 

 

Leandro Campos Alves.

 

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