Alceu Natali.

Alceu Natali.

 

        Quero apresentar as obras de meu amigo, Escritor Alceu Natali de São Paulo, que com o seu carinho e respeito, abriu as portas de sua comunidade para minhas publicações.

 

 

        Alceu recebe em sua comunidade todos os amantes da boa literatura com seus braços abertos, convido aos amigos a conhecerem Textos de Alceu Natali, www.facebook.com/groups/316295385178582/

        ESTE GRUPO É UMA COMUNIDADE LITERÁRIA. TODOS OS MEMBROS ESTÃO CONVIDADOS A PUBLICAR E COMENTAR TEXTOS LITERÁRIOS, FAZER PROPAGANDA DE LIVROS, BLOGS E EVENTOS LITERÁRIOS, ESCREVER SUAS PRÓPRIAS RESENHAS DE LIVROS, PUBLICAR RESENHAS DE LIVROS ENCONTRADAS EM TODOS OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E RECOMENDAR LIVROS.

        Alceu também  nos presenteia com seus textos e suas obras, que podem ser encontradas em seu blog.alceunatali.blogspot.com.br/.

        Copla do Texto ideia de autoria de Alceu Natali com direito autoral protegido pela Lei 9610/98, encontrado no link de seu blog: alceunatali.blogspot.com.br/2012/12/ideia.html

 

 

        Desfilam num repertório de noções as favoritas e as marginalizadas, E com estas últimas se dá, Inevitavelmente, De encontro na obcecada busca por imitações fraternas das mais preferidas, Muitas continuam negligenciadas, Algumas deslembradas surpreendem com seus préstimos para belas poesias, Outras com suas proficuidades para prólogos e epílogos de bons contos, No coração de apenas uma reina uma singular mistura de abrupto estanque da existência e os lamentos de costume, Sinistramente engrossados, Funesto ode que sem sentença desperta a imagística, Suscita uma elaboração intelctual tendente ao concreto, Carente do abstrato para ganhar vida, Clamante do degustar da alma de tudo que precede aquele momento mágico da concepção, As sensações emanadas do espírito que a mente interpreta, Descreve e enquadra num proscênio, Cercadas de luzes surrealistas, A inteligência que retorque a alma numa linguagem que traz o passado ao presente e incita-a a expurgar o que de resto sucede a mescla na sede dos sentimentos, E ambas embrenham-se além da linha do horizonte, Entram em alto mar e se veem cercadas de água por todos os lados, Onde se navega com mais cautela do que na boa e rápida partida, Onde se baila, Se oscila e se equilibra, Com réplicas e tréplicas, Sem estribilhos e bordões, Com enésimas contra tréplicas e revelações, Com o tempo viajando bem mais lento, Sem perder a objetividade estática do valor relativo das asseverações, Da centralização das opiniões, O embate das argumentações, A fragilidade da condição humana, Sem perder a subjetividade dinâmica das iniciativas, Das esquivas, Das manobras, Dos vacilos, Das investidas e recuos, Da individuação, Da intuição que já não atina para terra firme, Porque a magia leva o futuro de volta ao passado e eterniza o jogo de palavras e ideias que aguça a imaginação.

 

        No blog podemos também passear pela copla do texto, um lugar santo em águas cintilantes, obra de autoria de Alceu Natali com direito autoral protegido pela Lei 9610/98.

        Para passear pelos seus textos acessem: alceunatali.blogspot.com.br/2014/03/um-lugar-santo-em-aguas-cintilantes.html

 

 

        Presumo, Meu excelentíssimo Alcibíades, Que minhas missivas anteriores deixaram claro a farsa que se instaurou em nosso mundo, De dias instáveis e inseguros, Agora com poderes absolutos, Que se impõe pelo medo, Pela tortura e pela execução sumária, Contudo, Observando ainda, Sob o risco de ser pego e queimado vivo, Caso esta nova missiva seja interceptada, Que poucos dela falam às caladas, E muitos tanto nela se perdem, Tendo suas vidas por ela regradas, E ainda prestando-lhe serviços, Com receio desta hedionda inquisição, Julgo oportuno dar-lhe um brevíssimo relato, Pertinente a esta inquirição, Sobre uma longa história que, Segundo um feiticeiro que agora me dá guarida, Será no futuro contada, E que a verdade dos cristãos, Não obstante este meu jogo de palavras não intencional, Que na verdade não liberta, Mas aprisiona, Será no futuro conhecida e desmascarada, E isto digo-lhe não só por conta deste mago, Mas também por conta de um homem, Do qual descendo, E que disse, E isso ele passou de geração em geração até nossos dias, Desde onze gerações atrás, Que conheceu, Ainda jovem, Matias, Em Roma, Em idade adiantada, Já próximo dos cem anos, E este Matias, Sempre negou, Peremptoriamente, Ter traído seu povo, E que, Ao contrário, Tentou salvá-lo, E por ele lutou, Sendo ele de sangue real por parte de mãe, De linhagem sacerdotal, Da principal família da primeira das quatro tribos da Palestina, Abriu mão de sua nobreza, De sua condição aristocrática de um por cento da população semita, Para se juntar aos revolucionários, Que prepararam uma insurreição contra a ocupação romana, Assumiu o posto de general das tropas da Galileia, E corajosamente comandou seus homens contra as invencíveis legiões de César, Até que foi vencido por elas e preso, E em troca de sua liberdade, Tendo em vista sua ascendência sobre os demais, Seu domínio do Grego, Do Hebreu e do Latim, Prontificou-se a levar as tropas romanas a todos os focos de resistências, Com o intuito de convencer seus compatriotas a se renderem, Visto que os romanos detinham um poder devastador, E certamente uma grande desgraça adviria à terra santa, Mas seus conterrâneos não lhe deram ouvidos, Até que em menos de quatro anos, Este Matias testemunhou a destruição total de Jerusalém, Com milhares de mortos em batalha, Milhares presos e crucificados, E milhares de civis, Homens, Mulheres e crianças levados como escravos para Roma, E este Matias, Que ganhou, Como recompensa, Cidadania romana da Casa dos Flavianos, Disse que tal infortúnio parece ter sido profetizado, Pois, Segundo um de seus escritos, Um tal de Jesus, Filho de Anano, Um plebeu casado, Que, Quatro anos antes do início da guerra, E numa época quando a cidade gozava de muita paz e grande prosperidade, Veio à festa religiosa na qual é de costume dos Hebreus montar tabernáculos a Deus no templo, Soltou um grito repentino em voz alta: Uma voz do leste, Uma voz do Oeste, Uma voz dos quatro ventos, Uma voz contra Jerusalém e o templo sagrado, Uma voz contra os noivos e as noivas, E uma voz contra todo o povo, E ele gritava dia e noite, Em todas as ruas da cidade, Até que alguns dos homens mais eminentes da população indignaram-se com este clamor tão ousado, Levaram este homem, E lhe deram uma severa surra, No entanto, Este homem não pronunciou nenhuma palavra sequer em seu favor, Nem contra os que o castigaram, Continuou apenas proferindo aos gritos as mesmas palavras de antes, E diante disto, Membros da classe sacerdotal supondo, Como ficou provado, Que era um tipo de fúria divina que habitava este homem, O levaram ao procurador Romano, E este mandou açoitá-lo até arrancar a pele e deixar os ossos à vista, Todavia, Este homem não fez nenhuma suplica para si mesmo, Não derramou nenhuma lágrima, E elevou seu clamor ao tom mais angustiante possível, E a cada chicotada que levava, Ele respondia: Desgraça, Desgraça para você, Jerusalém! E quando o procurador Albino perguntou-lhe quem ele era, De onde veio, E por que ele dizia tais palavras, Ele nada respondeu, E não abandonou seu canto melancólico, Diante disso, Albino o considerou louco, E o dispensou, Assim sendo, Durante todo o tempo que transcorreu antes da guerra começar, Este homem não se aproximava de ninguém, E também não era visto por ninguém enquanto gritava, E todo santo dia ele proferia estes lamentos, Como se fosse um juramento premeditado, Desgraça, Desgraça para Jerusalém, Mas não xingava as pessoas que lhe batiam todos os dias, E nem agradecia as pessoas que lhe davam comida, E a resposta dele para todos os homens era, De fato, Um melancólico presságio do que estava por vir, E este seu lamento era o mais altoque se ouvia nas festas religiosas, E ele gritou por sete anos e cinco meses, Sem ficar rouco, Sem se cansar, E quando ele viu sua previsão se cumprir, Com o cerco de Jerusalém, Ele deu a volta em torno do muro da cidade, E gritou com toda força: Desgraça, Desgraça, Para a cidade também, E para o povo, E para o templo sagrado, E assim que ele gritou por último: Desgraça, Desgraça, Para mim também, Uma pedra lançada de uma catapulta o atingiu, E o matou instantaneamente, E no momento que ele proferiu as mesmas palavras, Ele entregou seu espírito a Deus, Oras, Meu excelentíssimo Alcibíades, Foi com baseno relato deste Jesus por Matias e todos seus escritos, Que uma única mulher em Roma, Inventou um Jesus para gregos e romanos, Apelidado de Cristo, O Messias, E os escritos dela, Chamados de boas novas, Espalharam-se por todo o império romano, E deram margem a um incontável número de escritos semelhantes, Por séculos, Todos mitológicos, Dos quais sobraram estes quatro que a igreja dominante chama de canônicos, E todos eles asseverando que este Jesus de nome grego, foi traído por um de seus discípulos, Entregue ao procurador Pilatos, Pelos homens mais eminentes da população de Jerusalém, Foi crucificado entre dois ladrões, E morreu em poucas horas, Oras, Meu excelentíssimo Alcibíades, Um homem leva dias e até semanas para morrer numa cruz, Pois este mesmo Matias, Relata que quando o imperador Tito o enviou com Cerélio, E mais mil cavaleiros, Para uma certa vila chamada Thecoa, A fim de saber se era um lugar apropriado para acampar, No caminho de volta, Ele viu muitos prisioneiros crucificados fazia dias, E entre eles reconheceu três parentes seus, E muito triste, E com lágrimas nos olhos, Matias foi ter com Tito, E este imediatamente mandou soltar os três, E dar-lhes os melhores cuidados possíveis, No entanto, Dois deles morreram nas mãos dos médicos, E um sobreviveu, E agora acrescento-lhe o que, este feiticeiro costuma dizer, Que quando um mito nasce e cresce com tal poder, E sem nenhum respaldo na verdade, Ele pode durar milênios, E sobre ele novos mitos são criados, Mitos sobre mitos, E este feiticeiro antevê, Pelo seu dom de prever o futuro, Que antes da verdade vir à tona, E isto não ocorrerá antes de dez gerações, Um novo mito dará conta de que este Jesus mitológico dos cristãos, Foi traído por dois revolucionários, Simão Mago, O líder, E Judas Iscariotes, E os três foram crucificados na presença de Pilatos, Num local muito distante de Jerusalém, E habitado pelos Essênios, Tendo Jesus morrido em poucas horas, E os outros dois tiveram as pernas quebradas, E por ser tarde, Com a aproximação do Sabá, Eles deveriam ser tirados da cruz antes do por do sol, E Pilatos consentiu, E em sua presença, Jesus já morto, Foi colocado numa cova ali perto, E os outros dois numa outra cova ao lado, Enterrados ainda vivos, E Pilatos aceitou o pedido de Herodes Antipas, Para deixar um tal de Anano na guarda das covas, E diz o feiticeiro que, Uma dessas várias boas novas que se espalharam, Fez uma metáfora sobre Simão Mago, Apelidado de Lázaro, e Jesus nas covas separadas: Havia um homem rico, Que se vestia com púrpura e linho finíssimo, E se banqueteava cada dia, E um pobre, Chamado Lázaro, Ficava jogado junto ao seu portão, Indo coberto de feridas, Ele bem gostaria de matar a fome com o que caia da mesa do rico, Além disso, Os próprios cães iam lamber as suas feridas, Mas o pobre morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão, O rico também morreu, Sendo sepultado, E das torturas do abismo, percebeu Abraão de longe e Lázaro no seu seio, Então ele falou:Pai Abraão, Tem pena de mim e pede para que Lázaro molhe a ponta do dedo na água para refrescar a minha língua, Porque sofro horrores nestas chamas, E Abraão respondeu:Meu filho, Lembra-te que recebeste os seus bens durante a vida e Lázaro recebeu seus males, Agora ele encontra consolo aqui, Enquanto tu padeces, E, além disso, Entre nós está cavado um grande abismo, Os que quisessem passar daqui para onde estás não poderiam, E daí também não se pode atravessar até aqui, Enquanto tu padeces, O rico continuou: Pai, Eu te peço, Então, Que o mandes à minha casa paterna, Porque tenho cinco irmãos, Que ele lhes faça uma advertência, Para que também eles não venham parar neste lugar de tortura, Mas Abraão lhe respondeu: Eles têm Moisés e os Profetas, Que os ouçam então, Mas o rico ainda lhe disse: Não, Pai Abraão, Mas se alguém dentre os mortos for à sua procura, Eles certamente se converterão, Mas Abraão concluiu: Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, Ainda que alguém ressuscitasse dos mortos, Eles não ficariam convencidos, E neste novo mito, Diz o feiticeiro, Esta metáfora será usada para criar uma outra fábula, A de que administraram em Jesus um veneno, Para ele parecer morto, E depois o reavivaram com medicamentos, E ele foi retirado vivo da cova, E alguns dirão que este Jesus permaneceu com seus discípulos por pouco tempo, E mudou-se para Roma, Onde não seria reconhecido por ninguém, A não ser Pilatos, Mas este já havia sido exilado em Viena, A pedido de Judeus e Samaritanos, No ano 36, Mas outros dirão que ele voltou para o lugar de onde veio, Empreendendo uma longa viagem, Passando por Damasco, Depois Urfa, Depois as vilas do Afeganistão, Depois Taxilla, E finalmente a Cachemira, Onde casou-se novamente, Teve três filhos, E lá morreu de velhice, E seu corpo lá descansa num lugar santo, Em águas cintilantes, Oras, Meu excelentíssimo Alcibíades, Este feiticeiro, Por vezes, Se expressa em linguagem enigmática e incompreensível, E assegura que um dia, Quando ninguém souber o que fazer quando o sol estiver frio demais, Alguém mostrará a verdade, Sobre como uma mulher semita, Da aristocracia romana, Inventou este mito de Jesus Cristo, Tendo ela lido todos os escritos de Matias, E nós, Meu excelentíssimo Alcibíades, Não veremos este dia, Mas outros verão, E aqui me despeço, Desejando que a paz permaneça contigo.

 

        Saboreiem as crônicas e contos deste amigo Escritor, Alceu Natali, a todos os amigos, fiquem com Deus e um bom tour literário.

 

Todos os direitos são reservados ao autor conforme lei 9.610/98

 

 

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