A saga de um andarilho pelas estrelas, por Jean Pires de Azevedo Gonçalves.

A saga de um andarilho pelas estrelas, por Jean Pires de Azevedo Gonçalves.

        Recebi hoje por email a sinopse deste livro, e lendo-a procurei aprofundar-me seu contexto e na biografia do autor.

        Agradável surpresa, novamente a arte se interlaça na irmandade da cultura.

        Música, letras, composições, poemas, romances e crônicas.  Formas diferentes de expressarmos nossas emoções, sonhos e sentimentos, mas que absorvida pela nossa consciência nos leva em uma viagem abstrata pelos caminhos da cultura e do conhecimento.

Leandro Campos Alves.

 

        Conheçam um pouco da biografia do autor do livro, “A saga de um andarilho pelas estrelas,” através de Felipe Madureira, conforme fonte no site: www.guitartalks.com.br/noticia/2808, descrito abaixo.

 

     “Rock e literatura é uma combinação que na maioria das vezes dá certo. Um bom exemplo disso foi o sucesso de “Diários de Bicicletas”, obra de David Byrne, mentor da mítica banda punk Talking Heads, de Nova York.

    Agora, desta vez no Brasil, na co-irmã São Paulo, nasce outro livro feito por alguém ligado à música, também na seara contestatória punk. Acaba de sair do forno “A saga de um andarilho pelas estrelas”, obra de Jean Pires de Azevedo Gonçalves, vocalista da não menos mítica (mas menos famosa) Fecaloma– que está atualmente em hiato (volta! Volta!).

    O livro nasceu de uma brincadeira que o autor fez com amigos que participavam de um grupo de estudo de economia. Diante de previsões pessimistas, Jean escrevia artigos sempre bem humorados e relacionados a invasões extraterrestres. A mente perspicaz do autor se faz presente em cada detalhe, em cada frase. Destaque também para a psicodélica capa da publicação. 

    “A saga de um andarilho pelas estrelas” foi lançado, ontem, no bar Exquisito, região da rua Augusta, São Paulo. Para comprar o livro entre no site da Multifoco, editora responsável por colocar o livro no mercado.”

Por Felipe Madureira.

    Felipe Madureira é jornalista e manteve um blog sobre música e artes na época da faculdade, entrevistando artistas independentes como Romulo Fróes e Wado, e redigindo artigos sobre o assunto. Trabalhou com análise de mídia corporativa e agora volta a se envolver com o que mais gosta. Também é músico, com participação em diversas bandas independentes ao longo dos anos.

A saga de um andarilho pelas estrelas

 Autor
Jean Pires de Azevedo Gonçalves

ISBN
9788584730452

Ano
2015

Páginas
184

 

Sinopse:

 

        Utopia pós-moderna, “A saga de um andarilho pelas estrelas” conta a história de um homem que abandona a Terra e viaja pelas estrelas, onde conhece civilizações extraordinárias. Mas o universo guarda infinitas surpresas e alguns planetas podem ser muito perigosos. O enredo é repleto de momentos cômicos e desconcertantes que acabam por inspirar reflexões sobre a vida e a existência. O livro é escrito em prosa em dez capítulos. Oito sonetos também acompanham a narrativa. (Editora Multifoco)

 

        Disponível no site da Editora Multifoco, Livraria Cultura, Livraria da Travessa, Cata Preço.

 

Andarilho da estrela cintilante

Por onde vai sozinho em pensamento,

Fugindo dessa terra de tormento,

Sem paradeiro certo, triste errante?

 

E procurar o que no firmamento,

Que aqui não encontrou sonho distante

Nenhum outro arrojado viajante?

Volta! Nada se perde com o tempo...

 

“Felicidade quis, sim, encontrar

Nesse vasto universo, de numerosas,

Infinitas estrelas, não hei de errar!

 

Mas ilusão desfez-se em nebulosas,

Tão longe descobri tarde demais:

Meu amor deste lugar partiu jamais!”

 

PARTE 1

                                                                            


        Num amplo salão azul, de uma única porta cor de abóbora e nenhuma janela, muitos jornalistas se amontoavam.

 

- Por favor, conte-nos como foi sua viagem ao espaço?

- Diga-nos como ficou tanto tempo sem comida e água?

- Disseram que você não se alimenta. É verdade?

- E o relógio? Por que você não se separa de um relógio?

- Como foi viajar pelas estrelas?

- Me desculpem, mas eu preciso fazer um apelo à humanidade.

- Apelo? Depois o senhor faz. Responda primeiro às nossas perguntas.

- Eu preciso contar a todos o que eu vi. É muito importante.

- Haverá muito tempo para isso. As autoridades estão preparando para amanhã a ocasião para que você dê uma declaração pública, que será em praça pública e transmitida para todo o mundo. Mas antes nos responda!

- As autoridades, sempre as autoridades! Por que não me deixam falar logo de uma vez! Começo a duvidar de que as autoridades estejam sendo sinceras.

- Você acabou de sair da quarentena. Depois dessa entrevista, você terá sua chance de falar o que você bem entender para a humanidade. Por isso, conte-nos agora como foi sua viagem pelo espaço. Além do mais, tudo o que você disser será publicado e televisionado!

- Você disse tudo o que eu falar será publicado e televisionado?

- Sim. E ao vivo!

- Bom, então eu respondo. O que vocês querem saber?

- Tudo. Tim-tim por tim-tim.

- Então, sou todo ouvidos.

- Desde que voltou ao planeta Terra, você se tornou muito famoso. O que você acha das pessoas que se manifestaram por sua liberdade.

- Eu queria agradecê-las.

- Sim, você é muito popular, pensa em se candidatar a algum cargo político?

- Não, de modo algum!

- Desculpa-me, mas farei uma pergunta um pouco indelicada. Você é mesmo um ser humano?

- Em partes. Depende do que você entende por ser humano. O que é um ser humano?

- Como assim, o que é um ser humano? Um ser humano é um ser... é um ser... é um ser humano! Sei lá, um indivíduo pertencente à nossa espécie... Na verdade, gostaria de saber se você é daqui ou se é um alienígena, essas coisas... Você é da Terra, um terráqueo como nós?

- Tudo indica que sim, até que me provem o contrário. Sou um terráqueo, porque nasci na Terra.

- Qual é o seu nome?

- Por favor, sou apenas o Andarilho das Estrelas.

- Andarilhos das Estrelas?!

- Sim. Sou um andarilho, das estrelas.

- Você não tem nome? (Todos riem).

- Não importa, sou o Andarilho das Estrelas apenas. E isso é tudo o que vocês devem saber sobre mim. O Universo é maior.

- Disso ninguém tem dúvidas. (Risos). Como é então lá em cima, no Universo?

- Lá em cima? O entrevistado fez um gesto de incompreensão, e depois acrescentou: O senhor já viu estas fotos coloridas de nebulosas, galáxias, supernovas etc., tiradas por telescópios espaciais?

- Sim.

- Eu diria que é muito mais maravilhoso.

- É mesmo? E o que você viu de tão maravilhoso, exatamente?

- É difícil dizer o que é mais maravilhoso. Tudo é muito bonito. Para não deixar você sem resposta, eu diria que as imensas cataratas de estrelas cadentes são lindas demais. No entanto, como não mencionar a música que toca entre as estrelas ou os versos do multiverso?... Na verdade, é difícil escolher o mais maravilhoso. Lamento, sua pergunta não pode ser respondida.

- Ainda não entendo qual o problema de falar seu nome? Afinal, todos nós queremos chamar você por seu nome!

- Que importa um nome? Eu continuaria o mesmo independente do nome que tenho. Além disso, a minha vida aqui na Terra, como a da maioria das pessoas, sempre foi tão vulgar e encoberta pelo anonimato das multidões, que meu nome é também indiferente. A diferença é que um dia eu deixei nossa querida Terra para viajar pelo espaço sideral. Então eu me tornei um andarilho, errando pelas estrelas do Universo. Vejam bem, por que vocês jornalistas, ciosos que são, estão me entrevistando? Qual o interesse das emissoras de televisão, que pagam os seus salários, senão fatos? Não é sobre mim que vocês querem saber. É sobre o Universo. Sinceramente, a vida banal de um cidadão comum não vende jornais.

- Antes dessa sua viagem espacial, você já havia viajado muito por outros lugares do mundo?

- Não. Nunca saí de minha cidade.

Todos os jornalistas, que eram centenas, se admiraram com essa resposta.

- Nunca saiu de sua cidade?

- Nunca.

- E por que saiu do planeta?

Essa pergunta provocou risos também.

- Porque eu quis abstrair de mim a minha humanidade, ou melhor, quis me tornar abstrato.

A resposta do Andarilho das Estrelas provocou uma reação de surpresa e incompreensão.

- Me perdoa, mas não entendi o que você quis dizer. Como assim, se tornar abstrato? Isso não faz sentido. Em primeiro lugar, o que você entende por “abstrato”?

- Ora, o sentido que se dá a palavra abstração, isto é, um elemento reduzido, separado, e que é generalizado.

- O quê? Por favor, explique melhor, está muito confuso.

- Significa abstrair de uma abstração...

O embaraço aumentava conforme o Andarilho das Estrelas respondia as questões dos jornalistas ávidos por notícias e não por respostas demasiadamente vagas. Afinal, quem é este Andarilho das Estrelas? Ele esteve onde nunca nenhum outro ser humano sonhou um dia chegar e ainda assim não sabemos nada sobre ele, nem o seu nome. Depois justifica uma viagem sem precedentes históricos e de proporção interplanetária com uma explicação, no mínimo, sem sentido!

         Analisemos mais detidamente a fisionomia desse estranho personagem para ver se descobrimos algum traço notável de sua personalidade.         Aparentemente, nada indica algo incomum nele. Porém, se prestarmos bastante atenção em seu olhar... No seu olhar pode se observar alguma coisa do Universo, um pouco do brilho das estrelas, uma substância, talvez, de origem melancólica, o próprio éter, cuja essência infinita é o imponderável.

        De fato, nenhum dos jornalistas duvidava de sua jornada no espaço; sobretudo, quando os telescópios detectaram sua presença no limiar do sistema solar em rota direta de colisão com a Terra. Notícia alarmante, que provocou verdadeiro pavor, porque o Andarilho das Estrelas foi inicialmente confundido com um asteroide. Quando, entretanto, os astrônomos declararam que o corpo celeste detectado não era senão um corpo humano, o mundo então respirou aliviado. Na ocasião, inclusive, um cientista saiu de um observatório dançando e pulando tão enlouquecido, que acabou por cair em um bueiro de esgoto que alguém imprudentemente esqueceu aberto. Para sua felicidade, os ferimentos foram leves. Mas passado o susto inicial da confusão com um asteroide, o mundo inteiro se perguntava intrigado como podia um ser humano estar nos limites do sistema solar. As hipóteses se multiplicavam. Alguns questionavam, não sem fundamentos, se o Andarilho das Estrelas não seria antes um extraterrestre. Alarmados, outros anunciaram uma invasão alienígena iminente. E os adeptos das teorias da conspiração afirmavam que o caso expunha provas concretas de um experimento científico realizado com cobaias humanas lançadas ao espaço e desenvolvido por organizações que almejavam dominar o mundo. Logo, sabichões de todos os cantos do planeta se reuniram emergencialmente num congresso internacional onde passaram a discutir e analisar as evidências por dias a fio. Por fim, vieram a publico apresentar suas conclusões. Declaravam que, em primeiro lugar, “o objeto espacial que se localiza nos confins do sistema solar é realmente um ser humano do gênero e da espécie homo sapiens sapiens” e, em segundo lugar, “que ignoravam completamente como um indivíduo da referida espécie havia parado num ambiente inapropriado à vida humana”.

        Ao se aproximar o Andarilho das Estrelas da estratosfera terrestre, o resgate não podia causar mais comoção. Maravilhado, o mundo inteiro parou para assisti-lo entrar na Terra como uma estrela cadente, riscando o céu de ponta a ponta num rastro luminoso para, em seguida, descer suavemente no mar. A operação de busca, que se procedeu, assemelhou-se a uma verdadeira mobilização de guerra. Nunca se viu tantos helicópteros, jatos, tanques, navios porta-aviões e tantas outras geringonças juntas rumando para um só lugar. As emissoras de televisão suspenderam toda a programação diária para noticiar integralmente o acontecimento extraordinário. Nos telejornais, os repórteres relatavam o sucedido: “Nesta manhã, o homem que estava no espaço aterrissou sem maiores transtornos no meio do oceano Pacífico e foi resgatado para a terra em segurança”. Outros reportavam a seu estado de saúde: “O homem do espaço passa bem, apesar de visivelmente abatido”. E alguns descreviam sua aparência: “Ele tem barbas longas, cabelos compridos e desgrenhados, roupas puídas e rasgadas... mais parece um náufrago, um náufrago das estrelas”. Notícias como essas se intercalavam ao longo das horas, ininterruptamente, e, no dia seguinte, a humanidade ainda estava de ressaca pelos acontecimentos da véspera. Finalmente, a fisionomia do Andarilho das Estrelas, com expressão assustada e olhos esbugalhados, estampou, numa foto memorável, a primeira página dos grandes jornais do mundo inteiro. 

        Neste ínterim, uma agência secreta de algum governo deteve o Andarilho das Estrelas e o transportou para uma dessas bases ainda mais secretas, onde o submeteram a intenso interrogatório. De acordo com informações extraoficiais, o viajante espacial portava consigo apenas uma bagagem de mão, com alguns pertences pessoais, como um livro, um caderno, um espelho, uma lanterna, uma caneta e uma bituca de cigarro, além de uma estranha máquina portátil, construída com uma tecnologia desconhecida, e que foram expostos a testes de radiação. Depois disso, durante dias não se teve notícias dele. E as pessoas movidas, talvez, pela curiosidade, passaram a se interrogar por que o prenderam e não o soltavam. Nas ruas, na linha de produção, nos escritórios, nas escolas, nos botecos, nos restaurantes, nas casernas, enfim, na sala de jantar, todos queriam saber do paradeiro daquele que ocupou por um curto lapso de tempo a atenção do planeta. Mesmo diante de tanta repercussão, a tal agência secreta mostrava-se irredutível à opinião pública e sonegava a menor informação. Entretanto, estava em andamento um fenômeno sociológico inexplicável – do qual será explicitado adiante – que foi decisivo para a libertação condicional do Andarilho das Estrelas. Aliás, decisão bastante ardilosa, pois, diante do silêncio do prisioneiro, a agência secreta poderia obter as informações, por meio da imprensa e de uma declaração pública, desejada pelo próprio Andarilho das Estrelas, que em vão tentavam pela força.

        E aqui chegamos ao salão azul, com uma porta cor de abóbora e sem janelas, de onde, como vimos, transcorria a coletiva de imprensa. Quando os jornalistas foram finalmente autorizados a entrevistar o Andarilho das Estrelas, houve um verdadeiro frenesi, semelhante a estas liquidações de começo de ano. Jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos e outros profissionais de imprensa corriam freneticamente carregados de uma parafernália de equipamentos, fios, microfones, pelos corredores de acesso ao referido salão. É bem verdade também que o local escolhido para a entrevista era completamente inadequado, pela ausência de ventilação. Mal cabia tanta gente lá dentro, que, devido à superlotação, ficava apertado, apesar de amplo. Muitas discussões tomaram lugar, pois os jornalistas disputavam cadeiras, e, na falta delas, sentavam no chão. Não foram poucas as pessoas que passaram mal, sufocadas. Houve ainda quem foi nocauteado durante o tumulto, provavelmente, por um microfone afoito. Além disso, os jornalistas reclamavam, às vezes, aos gritos, do tratamento concedido à imprensa, alegando que as autoridades agiam intencionalmente com extrema truculência no intuito impedir a livre balbúrdia informativa. Ou seja, denunciavam um flagrante desrespeito à liberdade de expressão. Fato que foi amplamente desmentido pelas mesmas autoridades! Para complicar ainda mais a situação já complicada, um dos jornalistas ouviu, segundo ele próprio, de uma de suas fontes, um funcionário do governo, que o Andarilho das Estrelas não era humano. Informação que surtiu o efeito de um verdadeiro estouro de boiada, tumultuando ainda mais as condições em si caóticas. Lá dentro, todos falavam ao mesmo tempo, e foi muito difícil estabelecer o silêncio no local. Jornalistas foram retirados à força por apresentarem conduta inadequada, de acordo com nota divulgada pela organização da coletiva de imprensa. Outros caíram e foram pisoteados. Alguém desacatou alguma autoridade e foi preso. Quando, na medida do possível, a confusão foi finalmente contida, o Andarilho das Estrelas foi conduzido até o centro de uma mesa coberta por microfones. Quase não se via seu rosto, a essa altura barbeado e com os cabelos raspados, atrás de uma pilha de microfones amontoados. Ao seu lado, sentaram-se os famigerados agentes secretos, todos vestidos de modo idêntico, com terno preto, gravata preta e óculos escuros. Enfim, deram início à entrevista. As primeiras palavras do viajante espacial foram impactantes. Disse ele calmamente: “Bom dia a todos. Eu viajei por todos os rincões deste Universo; travei contato com seres obscuros, muito embora conheci civilizações que fazem da humanidade parecer um formigueiro de formigas desmioladas!” Foi uma algazarra total, os repórteres gritavam: “Conte-nos sobre eles!”; “Eu quero saber!”; “Como eles eram?”, “Se parecem conosco?” etc., etc., etc.

        Mas deixemos a coletiva de imprensa por enquanto. Nada se compara ao caos que tomou lugar nas ruas durante o período de “quarentena” e que denominamos de “fenômeno sociológico inexplicável”. Diante do mal-estar causado pelo episódio relatado anteriormente ao parágrafo acima, pessoas que não se conheciam passaram a se reunir em grupos manifestando repúdio à prisão do Andarilho das Estrelas, considerada, por elas, “arbitrária, ilegal e um atentado aos direitos individuais da pessoa humana”, exigindo assim a soltura imediata do prisioneiro. A princípio, era apenas meia dúzia mas, com o passar dos dias e por meio das redes sociais de computadores conectados à internet, tornou-se uma bola de neve. Em pouco tempo, se formou uma grande multidão, munida de cartazes, bandeiras, faixas, a entoar canções de guerra, gritos de ordem, que se espalhou pelas ruas como uma epidemia incontrolável. Assembleias eram organizadas nas ruas, ocasião em que oradores de plantão, sob aplausos intensos, incendiavam os ânimos já bastante exaltados. Anônimos viraram celebridades de um dia para outro e concediam, envaidecidos, entrevistas para a televisão, embora muito poucos expusessem argumentos dignos de nota. Nessa toada, porém, o movimento só crescia e depois de muitos debates, os manifestantes decidiram se agrupar diante das sedes dos principais governos envolvidos com a operação de resgate e lá permaneceram acampados. À medida que o tempo passava, sem o menor sinal de boa vontade das autoridades responsáveis, que fingiam nada acontecer e, por isso, não aceitavam discutir uma saída para o impasse, as circunstâncias se tornaram mais e mais críticas e os protestos, violentos. Mascarados ateavam fogo no que encontravam e jogavam pedras nas forças de segurança, acionadas para conter os excessos e atos de vandalismo. Não foi suficiente, pois estas tiveram de recuar muitas vezes. E assim, os confrontos se repetiram por dias seguidos. De um lado, bombas de gás lacrimogêneo, gás de pimenta, tiros de bala de borracha; e, de outro, paus, pedras, fogo, gritos. Surgiram então os heróis e mártires da repressão. Milagrosamente, apesar da intensidade dos conflitos, ninguém se feriu gravemente.

        Por algum mistério, a prisão injustificada do viajante das estrelas serviu de pretexto para aflorar uma grande insatisfação em todos os habitantes do globo terrestre. É bastante provável que aquelas pessoas queriam ouvi-lo e, frustradas com os episódios que se seguiram, sentiram-se afrontadas mais uma vez perante a insolência de uma minoria que toma decisões independentemente da consulta de todos. Porém, não parou por aí. Outros agrupamentos, de pessoas aparentemente indiferentes a demandas relativas à liberdade civil, mas contagiadas pelo calor das passeatas, passaram a caminhar a esmo, arrebanhando outros grupos, que se somavam por onde passavam. De repente, milhares se uniam descontentes com as mazelas do cotidiano e apresentavam uma série de reivindicações contra a carestia, o aumento das passagens de ônibus, a inflação, as péssimas condições da saúde pública etc. Imagens aéreas captavam cenas impressionantes de um mundo de gente avançando como um tsunami em direção das grandes capitais. Um pequeno incidente, definido, talvez, como de segurança nacional ou mundial, transformou-se numa avalanche de revoltas pelo mundo afora. Os governos, surpreendidos, foram obrigados abrir negociações com os líderes dos protestos e deliberaram a libertação do Andarilho das Estrelas e mais a promessa de montarem em praça pública um palco onde aquele poderia emitir suas opiniões a respeito de sua jornada interestelar: o seu “apelo à humanidade”. Enfim, as manifestações foram suspensas. Mas ninguém voltou para casa. Um bater de asas de uma borboleta, e eis um furacão. De fato, e é até estranho, mas quando o Andarilho das Estrelas se chocou na atmosfera terrestre, iluminando o céu, muita gente, secretamente, fez um pedido...

        É neste pé em que estávamos antes de explicar os antecedentes da entrevista que está sendo realizada no salão azul, que, como vocês já sabem, tem uma porta cor de abóbora e nenhuma janela. Mas onde havíamos deixado a entrevista mesmo? Ah, sim, no momento em que o Andarilho das Estrelas dizia que queria se tornar uma abstração. Nada mais intrigante, não? Vamos ouvi-lo:

        - Como assim, disse um jornalista, não é possível abstrair a humanidade de um ser humano? A menos que você realmente não seja humano. (Risos).

        - Em pensamento é possível sim. Não só em pensamento, mas também no mundo real, dos fatos, como se costuma dizer. Somos reduzidos a abstrações diariamente, separados de nós mesmos, através de algo geral que supostamente nos representa. Pode ser uma senha, um número, um registro, uma assinatura, um nome. Tudo no nosso mundo é organizado por noções abstratas e gerais, como o tempo, as normas, os códigos, os prazos, que enchem as nossas cabeças e os papéis nas escrivaninhas. Isto quando não somos apenas estatísticas nos indicadores sociais. Nossa vida inteira é apagada, substituída e representada por uma realidade imaterial mais importante que nossa própria vida! E daí aquilo que parece verdade é dissimulado e falso, porém, efetivo. Então, eu pergunto: o que é ser ser humano ou o que é o humano? Para encurtar a história, eu não sou um ser humano completamente!

        - Ah, então você realmente é um ET? Eu sabia!

        - Não, também não sou um ET, porque nasci na Terra e, tecnicamente falando, parceiro, quem nasce na Terra não pode ser umextraterrestre. Vou tentar me fazer entender. Há milhares de anos, os nômades costumavam olhar o céu e sabiam o momento da noite em que caem mais estrelas-cadentes. Também seguiam a rota sinuosa dos planetas e quando a posição de uma constelação significava o dia da partida. Os agricultores, da mesma forma, também conheciam o céu que comunicava a estação do plantio ou da colheita. Ao contrário, hoje, jamais olhamos o céu – poluído, por sinal. Por isso, decidi partir. Queria ver as estrelas de perto, a Lua, os planetas... Então, na verdade, eu me abstraí de minha humanidade abstrata para descobrir se havia alguma coisa real em mim.

        - Profundo, mas não entendi nada. (Risos) Você está criticando a modernidade, quer voltar para trás, é isso?

        - Não. Na verdade, ir para frente é voltar para trás, descobrir o passado é engendrar o futuro. Por isso, antes de partir, eu sentia uma profunda insatisfação com o mundo do jeito que ele é. Para renunciar totalmente à minha humanidade, eu precisava abdicar totalmente da minha existência no planeta Terra; não da minha vida.

        - O que você está querendo nos dizer? Por favor, seja menos evasivo.

        - Está bem, preste atenção! O mundo parou para assistir a minha chegada ao planeta Terra, não é? (Eu não esperava tanto, se bem que devo admitir que as pessoas adoram uma novidade). Contudo, quem se preocupa ou muda sua rotina com a notícia de mais uma guerra ou da fome de milhares de seres humanos pelo mundo? Nem parece que todas essas coisas acontecem com nossos vizinhos. Parece mais uma realidade de outro mundo, distante de nós. Tudo é tão banalizado e abstrato. Temos até tribunais para julgar crimes de guerra quando, na verdade, não há guerra que não seja um crime contra a humanidade!

        - Não sei se o compreendi. Mas me parece que você é um pacifista.

        - Não! Não exatamente. Eu já fui um soldado. Já estive em um campo de batalha.

        - Então você já atirou em alguém?!

        - Não de verdade. No mundo em que lutei, as armas não eram letais.

        - E quando e como você decidiu ir embora do planeta Terra?

        - Como um nômade, eu passava horas à noite olhando o céu, e ficava imaginando – ao andar parado – se numa daquelas estrelinhas não haveria um mundo habitado por criaturas solidárias e que cuidassem melhor de seu planeta. E eu sonhava. E um sonho surgiu na minha frente. Vocês sabem que sonho pode significar duas coisas, não é? Sonho pode ser uma manifestação psíquica inconsciente que ocorre durante o sono. Aqui, sonho é uma ilusão, química. Mas sonho pode ser também um desejo forte, consciente. Aqui, o sonho é uma ilusão diferente, porque pode se realizar. Então, eu vi um sonho chegar ao se tornar real numa viagem intergalática. Não seria fácil, e, a bem dizer, talvez um empreendimento suicida. Passei meses me preparando para partir. Então, uma data foi marcada, no mês de junho, porque o céu fica mais bonito no hemisfério sul. E conforme os dias foram passando e a data se aproximando bem perto de mim, eu fiquei diante de um dilema, pois não podia me despedir de ninguém, senão não me deixariam prosseguir. No dia marcado, eu fiquei triste feliz. Achei que seria bastante conveniente me despedir apenas das coisas e dos animais. Dei um abraço apertado em minha máquina de lavar roupas: “Vou sentir sua falta”, disse-lhe. Depois foi a vez da geladeira: Lágrimas congelantes! E aí fui para o meu quarto e disse adeus para minha cama, meu travesseiro e, confesso, com a condição de vocês não publicarem, para o meu hipopótamo de pelúcia! Também disse tchau para as poltronas, as estantes e o abajur. Em seguida, fui para o jardim e me despedi dos gatos, do cachorro, da galinha e até dos insetos. Enfim, das flores, plantas e árvores. Gostaria, no entanto, que vocês registrassem alguns momentos marcantes: A minha gata Deúda parecia um motorzinho se entrelaçando em minhas pernas, talvez, tentando me convencer a ficar. Ao me deitar na grama, olhei os flocos de nuvens brancas no céu azul e vi minha mão, meu antebraço e braço se ergueram acenando. Também fiz um sinal para um gafanhoto, dizendo: “Soldado, foi um prazer conhecê-lo!” Uma formiga subiu no meu nariz e eu sorri para ela. (Não posso afirmar se ela sorriu para mim, porque não entendo muito de boca de formiga). Um tatu-bolinha gesticulava suas patinhas, que são dezenas – algo que me tocou muito, pela sua veemência. Mas o que mais me partiu o coração foi o meu cachorro Foluke que não tirou seus olhinhos de mim até eu desaparecer totalmente no ar. “Vou sentir saudades, amigão!” gritei lá de cima.

            Tudo isso pode parecer muito bizarro e se alguém me contasse eu juro que não acreditaria... mas se eu não tivesse presenciado todos estes acontecimentos! Eu me lembro de cada detalhe, desde as primeiras notícias nos jornais, à descida do Andarilho das Estrelas, de sua prisão, dos protestos. Fui testemunha, com os olhos de meus próprios pés! E mal posso esperar para assistir seu depoimento na praça da cidade. Antes é preciso esperar a entrevista terminar. Ah, sim, os repórteres, eles ainda fazem perguntas. Não os atrapalhemos!

- Mais uma pergunta!

- Andarilho das Estrelas, como você...

- Diga como você fez...

- E por quê...?

- Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho!...

        Neste instante, o Andarilho das Estrelas subitamente parou de falar. Seu olhar atravessara as paredes atrás de suas memórias. Estava longe, muito longe. Ao notarem essa atitude estranha e imprevisível, os jornalistas também se calaram. Uma cena que poderia ser retratada por um pintor de tão estática. O silêncio se arrastava e a situação permaneceu assim por não sei quanto tempo até que os jornalistas incomodados com a falta de informações esboçaram uma reação no sentido de retomarem a carga de perguntas. Não demorou muito para que conversas paralelas, sugerindo interrogação e perplexidade, fossem aos poucos cochichadas no salão. Olhares se encontravam, boquiabertos. Então, um dos jornalistas passou a falar em voz alta, mostrando-se bastante impaciente e, irritado com as condições precárias da coletiva de imprensa, passou a se queixar abertamente dos organizadores. Tal agitação causou certa preocupação aos agentes secretos. Esses se entreolhavam estrategicamente, fazendo sinais táticos, uns para os outros, com cotoveladas significativas e pisadas em toques no pé ou na canela do colega vizinho, indicando, porém, que a situação ainda estava sob controle. Mas diante do burburinho nervoso que se avolumava, um dos agentes secretos, muito provavelmente o comandante, tomou a palavra e solicitou encarecidamente aos repórteres que permanecessem em seus lugares. Em vão. Alguns jornalistas já circulavam livremente pelo salão falando ao telefone celular. Nada, porém, tirava o Andarilho das Estrelas de suas meditações. Por sua vez, os repórteres comentavam ou davam risadas da circunstância um tanto inédita, enquanto fotógrafos tiravam fotos dos mais diversos ângulos. Já os agentes secretos, prevendo que seria impossível segurar um tumulto dentro do salão, passaram a gesticular energicamente os braços, com os quais faziam movimentos variados, ao mesmo tempo em que levantavam os óculos e piscavam os olhos num tipo de código Morse, avisando que chegava o momento de bater em retirada. Tudo indicava problemas à vista. Felizmente, o Andarilho das Estrelas saiu de sua letargia momentânea, arregalou bem os olhos, que se fixaram nos jornalistas, e em seguida ensaiou dizer alguma palavra que não saía. Diante disso, os jornalistas caíram paralisados sobre suas cadeiras como se tivessem sido atingidos pelo olhar petrificante de um górgona.

        O que será que está acontecendo?!..

 

        Aos amigos e leitores que quiserem adquirir este livro, e conhecerem o final desta história, acessem editoramultifoco.com.br/loja/produto/saga-de-um-andarilho-pelas-estrelas/ , o link da editora multifoco e boa leitura.

 

 

Todos direitos do livro estão reservados a autor, Jean Pires de Azevedo Gonçalves, e o artigo de Felipe Madureira ao site guitartalks, conforme artigo (Lei 9610/98).

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Metáforas da Vida.

 Publicação 18 de Fevereiro de 2015.             Este livro traz em seu contexto a metáfora da vida real.         Em minha adolescência ouvi de um professor a afirmação que eu deveria morar entre os Índios, pois lá era o...

Instinto de Sobrevivência

Instinto de Sobrevivência   Lançamento pelo Clube de autores, primeira edição, 17 de setembro de 2013.  

Antologia Além do Olhar.

Antologia Além do Olhar.   Publicação pela Editora Celeiros de Escritores, Janeiro de 2014.  

O Lamento de José.

O Lamento de José.     Lançamento dia 17 de março, em ebook Pela Editora Saraiva, dia 27 de Março e dos dos peles Editora, Clube de Autores.    Neste dia a literatura Brasileira conhecerá o novo jeito de escrever Romances.  ...

Lançamento de Livros.

Espero você voltar Série Os Covericks

Sinopse     Hella tem 27 anos, é bióloga e vive uma vida tranquila com seu filho Tay de 7 anos, mas antes não era bem assim. Max, o pai de Tay é tenente da força aérea brasileira, pilota aviões de caça e praticamente abandonou os dois para se dedicar a profissão. Assim que Hella...

Omi Nios A Guerra da Recriação

Sinopse     Desde os primórdios as guerras sempre estiveram presentes no universo, e pela oitava vez o conflito se expandiu para além de fronteiras, promovido por tiranos que tem em mente uma única filosofia: extinção.     Enquanto morte, desespero e sangue recaem...

Pra Hoje Respire

Novo livro da Editora DCarlos ainda esse mês! Novembro de 2017 Autor: Raick Tavares     Sinopse:       Maurício Mayrink é professor universitário, viúvo há sete anos, pai de Emanuela, uma menina mimada que mora com Elvira sua avó paterna.  ...

O Inferno é verde

Impactante e revelador apresentamos o romance 'O Inferno é verde' do autor R.D. Silveira Impactante e revelador apresentamos o romance 'O Inferno é verde' do autor R.D. Silveira O inferno é verde na Amazônia colombiana, brasileira, da droga, dos conluios e da safadeza da corrupção. Será que a vida...

Lançamento do Livro Idílios, autor Zé de Alencar.

Lançamento do Livro Idílios, autor Zé de Alencar será no dia 25 de novembro de 2017, no Shopping Leste Aricanduva. Livrarias Curitiba – Shopping Leste Aricanduva Avenida Aricanduva , 5555 Cep 03930-110 São Paulo Capital. Organizadora: Fabiana Oliveira - Fotógrafa

Princesinha Amora A Magia das Estrelas

por Marga Spalla Gonsales   Sinopse     Amora é uma princesinha solitária, que encontra a magia nas estrelas e aprende o valor de uma amizade sem preconceitos.     Princesinha Amora é um livro interativo, onde a ilustração fica por conta da criança, aguçando...

Amor que Transforma.

Por: Lu Alckmin   SINOPSE         Como superar a maior dor do mundo Um acidente de helicóptero transformou-se em comoção nacional. Um jovem piloto de avião, morre, juntamente com outros profissionais. Este jovem era Thomas, filho do governador de SP Geraldo...

Cacos do Tempo

        Após o lançamento e sucesso do seu livro Plenilúnio - com contos e crônicas de fácil leitura, apresentados na edição do maior evento livreiro-artístico da América Latina, a 62a Feira do Livro de Porto Alegre (RS) - o Escritor Alcione...

Camaradas e Santos: Notas Sobre Catolicismo Popular e Suas Representações Simbólicas

     O lançamento da obra do nosso autor José Wellington de Souza realizado na UFJF - Anfiteatro do ICH, em 16 de agosto, das 17h30 às 20h.   Sinopse:         Camaradas e santos: notas sobre catolicismo popular e suas representações simbólicas é um...

Reerguida

        Sinopse         Elvira foi espancada até a morte por Pedro, seu cônjuge.         Fora de seu corpo, ela percebe a impossibilidade de proteger seus filhos do homem violento que um dia amou.  ...

O SUSPIRO

   Sinopse  "O Suspiro" é o nome do relatório final deixado pela longínqua civilização no Planeta Ubi acerca das razões pelas quais optaram pelo suicídio coletivo. O texto apresenta as conclusões de uma espécie sobre o ato de existir.     Tal obra é expressamente...

Androides Não São Perfeitos

 Sinopse         No Século XXIII, a sociedade é dividida entre seres humanos e máquinas dotadas de inteligência artificial. Ambas as formas de vida são regidas pelo Suserano, um cientista que se tornou líder global após transportar sua consciência para o interior...

Poder Absoluto

Sinopse       No ano de 2257, a humanidade alcançou a singularidade tecnológica, sendo governada pelo autointitulado Suserano, um cientista que, em nome de um ideal utópico, realizou upload de sua consciência para a Internet pouco antes de morrer.     Após...

Fases - composições de um ciclo.

        Samuel Marini contribui com o mundo com suas experiências vividas pela suas fases na vida: por poesias, letras de música e um conto.   Número de páginas: 223  Edição: 3(2014)  ISBN: 978-85-69448-00-6  Formato: A5...

Introversão

        Fabiano Pirchiner Pimentel só tem 33 anos de idade, porém quando o assunto é literatura ele já é considerado veterano, com paixão por escrita desde bem jovem ele começou a escrever ainda aos 10 anos de idade. Nascido em Ibiraçu, Pirchiner aprendeu desde cedo o...

¡Ya está a la venta la antología Encrucijada!

  Espero que disfruten de esta lectura, todos los relatos son bonitos e intensos.  La amistad es ese amor incondicional que sentimos por el otro, es esa hermandad que va más allá de la sangre que corre en nuestras venas. Es esa unión de almas no importa el tiempo ni el lugar. Esa...

12 de agosto em São Paulo lançamento do livro da autora Mirian Menezes de Oliveira

    POR QUÊ?” é um singelo livro infantil, com texto rimado, que pretende chamar a atenção dos leitores para a filosofia do cotidiano... As perguntas e questões são elementos propulsores de nossas vidas. Desde o período intrauterino, ainda que, inconscientemente,...

Alys - Elemento Alpha

Alys - Elemento Alpha Marca: Editora PenDragon Disponibilidade:  Livro em pré-venda verificar disponibilidade de acordo com a data de lançamento Data de Lançamento: 14/07/2017.   Dados do Livro: Editora: Editora Pendragon Autor: Priscila Gonçalves Edição: 1 Ano: 2017 Tipo de Capa:...

O Livro da Giuli

Sinopse         O Livro da Giuli é uma série de histórias baseadas em fatos reais de uma gata branca cheia de graça e falsa modéstia.         As histórias são narradas pela própria gata, onde conta episódios de sua vida sob seu próprio...

Antologia em Versos e Prosa

            Lançamento da “Antologia em Versos e Prosa”, autores do Centro de Literatura do Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana, dia 29 de junho as 18:00hs; no auditório do Forte de Copacabana.   Autores: Abilio Kac Adair Mamede Angela...

Memorial do Inferno – A Saga da Família Almeida no Jardim do Éden

“Memorial do Inferno – A Saga da Família Almeida no Jardim do Éden” teve a colaboração de diversas personalidades como o ator Lázaro Ramos e professor Domingos Ailton.   Valdeck Almeida de Jesus tem o prazer anunciar o lançamento de seu livro “Memorial do Inferno – A Saga...

Decifra-me ou te Devoro.

Walber Gonçalves de Souza. Eugênio Maria Gomes Organizadores. Vários autores   Lançamento. Dia 24 de maio de 2017. Fonte: Unec

A Barca e a Biblioteca.

    A barca e a biblioteca é uma ficção que narra a trajetória de um homem que aos poucos descobre a verdadeira história de seu pai, morto nos tempos da Ditadura Militar Brasileira.     Tudo começa nos anos 60, quando César, ainda menino, vive entre a fantasia de...

Uma Questão de Escolha

        Para meus amigos leitores que gostam de um romance mais apimentado, conheçam a obra da Escritora Jaciane Chaves, “Uma Questão de Escolha”.         Já a venda pelo...

Direito Tributário na Prática

        Doutrina | Jurisprudência | Legislação Por: Hamilton Castardo          Este é um livro de Direito Tributário, agora na 4ª. Edição, com o escopo de auxiliar advogados, contadores, administradores e demais operadores do direito,...

Sempre vai haver uma canção

  Por Daiane Duarte 126 páginas           Desde criança Diana aprendeu a não acreditar no amor, ela foi criada num lar que a fez acreditar que não valia a pena se apaixonar já que o amor não existia Diana criou seu próprio...

Boneca de Pano

          O que seria dos escritores sem os leitores?          Por isso, cada vez que chega o retorno positivo de um deles eu vejo que cada página existe por um motivo único e especial. E para quem ainda não conhece "Boneca de Pano",...

Fotógrafo Marcelo Aniello lança livro de fotografia inspirado nas cores de Trancoso

        Obra contará com exposição gratuita aberta ao público e intervenção de artistas plásticos e grafiteiros         O famoso "Quadrado" do "pequeno e grande" vilarejo de Trancoso, em Porto Seguro, BA, agora está eternizado...

O Pirulito das Abelha

        Da escritora Isa Colli, o livro infantil "O Pirulito das Abelhas", sucesso de vendas.   Sinopse           O Pirulito das Abelhas é uma fábula que narra a vida de Vivene e Florine, duas abelhas que habitam Moinho, uma aldeia...

“A Reportagem” de Bettina Muradás

29 de novembro em Curitiba, lançamento da edição Portuguesa do romance “A Reportagem” de Bettina Muradás   Nascida em Curitiba- PR, a jornalista Bettina Muradás foi desde cedo seduzida pelo universo das palavras. Foi repórter e colunista no jornal “Correio de Notícias” e na “Singular Agência...

No velório de Alexandre

por José Celso da Cunha.   Sinopse           Era sábado, dia 31 de dezembro de 1960. Apesar da estação, o último dia do ano cobria a cidade de Perobeiras com uma fria névoa de chuva. Na sala de visitas daquela casa no sobrado, o corpo de Alexandre jazia...

KAEL - Renascendo para o amor

Lançamento outubro de 2016 por Lara Smithe(Autor),Joice S Dias(Ilustrador), Cassia Canineo (Prólogo)     SINOPSE:   Romance Adulto.   Acreditem, já fui um anjo, um sentinela que do paraíso vigiava a Terra, mas um dia a vi. Nada me fazia esquecer, foi inevitável me...

Aos Condôminos - Estou Síndico.

Aos Condôminos - Estou Síndico - E Agora?! O que devo saber?! Um livro com temas condominiais recheado de verbetes em forma de perguntas e respostas, histórias e muita pesquisa. É assim que Romeo Boettcher chega à segunda edição ampliada e atualizada de Estou Síndico. E Agora?! Sou Condômino. O que...

Pelos Caminhos do Vento.

        O caminho da vida é belo e incrível, há três anos atrás comecei meus primeiros passos na Literatura e não sabia até aonde este caminho me levaria.         Naquela mesma época conheci uma autora, que com seu jeito simples e meigo de...

Camadas populares.

Estudo de caso sobre educação, trabalho e cultura   Novas Edições Acadêmicas (2016-09-15 )   ISBN- 1 3: 978-3-330-74679-4 ISBN- 1 0: 3330746793 EAN: 9783330746794   Idioma do livro: Português   Anotações e citações/ texto breve:       Para além do acesso...

A Teus Pés.

        A obra revela o olhar de uma escritora que se colocou na vanguarda de seu tempo e marcou definitivamente a moderna poesia brasileira. Textos curtos, poemas fragmentados, cartas, páginas de diário criam um jogo com o qual a poeta brinca e celebra a vida. Ana...

Silêncio por Albertina Correia

        Albertina Martins Correia, nascida em 23/02/1963 em Barcelos, residente desde quase sempre em Vila do Conde.         Dois filhos, à 22 anos empresaria na área tecnológica, estudante sempre, de psicologia, apenas para conhecimento e...

O encontro: destino, coincidência ou construção.

Editora Clube de Autores   O livro conta a história de Rafael, um típico migrante-herói que, apesar de grandes desafios, consegue realizar seus sonhos, entre eles, o de estudar e constituir uma família. E como tudo se encadeia na natureza, o percorrer de todo esse pedregoso caminho...

Assovie que Virei

NOVA TRADUÇÃO  Em março deste ano, lançamos nossa primeira tradução no gênero "Terror", com a história "O Grande Deus Pã", ficção do galês Arthur Machen, livro que, aliás, vem sendo um sucesso em nossa livraria on-line.  A importância deste livro se dá pelo fato de o título nunca ter...

A VOZ INTERIOR

  Autor:  JOSÉ PAIS DE CARVALHO.   SINOPSE         Quanta incerteza em nossas vidas. Quantas vezes hesitamos, sem saber por que direção optar; quantas vezes, depois de tomarmos uma decisão, acabamos por perceber que o certo daquele momento está...

Rascunhando sobre a Vida.

        O Escritor Gaston Leonardo Stefani, vai lançar o livro Rascunhando sobre a Vida nas Entranhas do Universo em agosto/setembro.         Estará disponível na bienal de São Paulo no estande da Editora Futurama.  ...

Brasil aventura interior

Brasil: aventura interior é um romance ambientado em São Paulo, na Serra da Cantareira, em uma das maiores florestas tropicais urbanas do mundo, declarada Reserva da Biosfera da Mata Atlântica pela Unesco. Neste primeiro volume da saga, narram-se as aventuras dos Abelhudos, um grupo de sete...

Retorno ao Pó.

Sinopse Nosso destino é traçado pelas perdas ao longo da vida. A morte de outras pessoas, a decepção do mundo, o abandono de tudo aquilo que acreditamos e a nossa própria morte. Esse é o tema proposto por Mike Sullivan em seu romance de estréia. “Retorno ao pó” conta a história de vidas marcadas...

Poemas do Amanhecer.

        Sinopse           Poemas do amanhecer abrangem trabalhos poéticos em diversos estilos ( livre, soneto, haicai e outros) de Aldo Moraes no período 1986 a 2011.        ...

Aniquilando lo que ya está muerto

Mi nombre es Aidé la modesta, fui influenciada por mi padre Cristian… un ángel convertido en inmortal por el puñal del Arcángel Miguel, este me crió con un sólo propósito… erradicar la mayor cantidad posible de maldad en el mundo… luego de más de cien años en la práctica… mis superiores han...

Entre el amor y los descuidos

Kassfnol(Autor)     Siete años después de las locas uniones que provocó Alondra a su sobrina y compañeras; Karen la cambia forma, amiga de la excelente bruja caerá en su mal juego.     Esta vez Alondra sufre los problemas psicológicos de su avanzada edad, esto...

Entre dos Mundos

  Kassfinol (Autor)     Mientras Amelia intenta vivir en su mundo normal, luchando con apariciones extrañas en los sueños y un insomnio que promete volverla loca... aún no está enterada de que su amado "ya elegido" la acecha para sumergirla en un lugar que ella solo ha...

Entre humanos que no lo son.

     (Serie Invocación nº 3)  Kassfinol(Autor) Sinopsis: Una historia corta Varios cabos sueltos Demasiadas vidas complicadas Inundadas de alas y cuernos ¡Y yo! Siendo humana de nuevo  (Esta es la historia de la bella hermana de Lonhard)    Vendas...

Entre el Cielo y la Tierra,

(Serie Invocación nº 2)   Kassfinol (Autor)              El pasado de Sofía será removido, al tener enfrente al hombre que la enamoró hace años. No obstante tendrá que aceptar que nada en la vida es lo que parece, ella se...

Entre el Infierno y la tierra

Kassfinol (Autor)           Una misteriosa, alocada e intrigante historia donde una bruja llamada Alondra, desata el mayor de los desastres amorosos sobre la vida de Angineé.         Angi creerá tomar una decisión sobre...
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